Contaminação por ebola gera polêmica sobre o sacrifício de cães | CachorroGato

Contaminação por ebola gera polêmica sobre o sacrifício de cães

Depois do sacrifício do cão da enfermeira espanhola contaminada pelo vírus, os EUA buscam diferentes alternativas para lidar com o pet de uma nova suspeita de contágio

Quem está minimamente ligado nas notícias já sabe que o vírus do ebola está se alastrando cada vez mais pelo mundo, e novos casos de pessoas contaminadas pela doença fora do continente africano aparecem a cada dia que passa – fazendo com que o mundo todo fique em estado de alerta constante. No entanto, não é só entre os humanos que este terrível e fatal vírus têm feito vítimas; já que, na semana passada, o primeiro sacrifício de cães em função da doença foi realizado, na cidade de Madri, na Espanha.

Sacrifício de cães

Infectada pelo ebola no Hospital Carlos III, a enfermeira Teresa Romero é a primeira contaminada pelo vírus fora da África, e possivelmente teria passado a doença para o seu cãozinho de estimação, batizado de Excalibur. Preocupados com a possibilidade de que o problema se alastre pela Espanha, as autoridades do país definiram que o sacrifício dos cães com suspeita de contágio fosse a saída para o problema; gerando uma grande comoção por parte do árido da enfermeira doente e, também, de toda a comunidade protetora dos animais.

Buscando alguma forma de manter o seu pet vivo, Javier Limón (marido de Teresa, que segue em quarentena) iniciou uma campanha nas redes sociais com a hashtag #SalvemosExcalibur, ganhando o apoio de muitos humanos e pets na web, que pediam pela colocação do animal em quarentena como uma alternativa para  o seu sacrifício.

Infelizmente, mesmo com os apelos fortes e emocionados da população, o cãozinho passou pela eutanásia na última semana – e, agora que a polêmica parecia estar perto de um fim, mais uma enfermeira (dessa vez, norte-americana) contaminada pelo ebola vê o destino do seu pet em cheque.

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Funcionária do Hospital Presbiteriano de Dallas, localizado no estado do Texas, nos Estados Unidos, a enfermeira foi diagnosticada com o vírus há poucos dias, e permanece em quarentena. Mesmo tendo havido o sacrifício do cão espanhol e acreditando-se que os animais possam portar o vírus sem apresentar sintomas, nunca foi provado que humanos e cães possam transmitir a doença de um para o outro; e, por isso, a prática da eutanásia no cãozinho ainda está descartada nos Estados Unidos.

Segundo o prefeito da cidade de Dallas, Mike Rawling, o cachorro é um ser extremamente importante para a paciente em quarentena; e o objetivo é que ele se mantenha salvo e afastado do apartamento em que vivia com a dona – que, no momento, passa por um detalhado processo de descontaminação.

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Sobre o autor

Priscila Franco é a Community Manager e Editora-chefe das Notícias do Grupo CachorroGato. Formada em Jornalismo e Publicidade & Propaganda.

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