Dr. Pet fala sobre o comportamento animal na PET Rio Expo | CachorroGato

Dr. Pet fala sobre o comportamento animal na PET Rio Expo

Conhecido como Dr. Pet, o especialista Alexandre Rossi aborda adestramento e comportamento animal na feira

Presente na terceira edição da PET Rio Expo – realizada entre 25 e 27 de março no Centro de Exposições SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ) – o famoso Dr. Pet ganhou destaque como uma das grandes atrações da feira, tendo liderado duas apresentações no evento, onde deu dicas de adestramento e falou sobre as novidades do setor e o papel da indústria no mercado pet.

Em entrevista exclusiva para o CachorroGato, Alexandre Rossi (o Dr. Pet) contou que, nos dias de hoje, os avanços nos testes de saúde para pets já podem ser considerados muito mais precisos, além de acessíveis para os veterinários; fazendo com que o relacionamento entre as pessoas e os animais seja influenciado de maneira positiva.

Dr. Pet

“Essa precisão nos exames pode trazer muito mais tranquilidade para os donos de pets e pessoas em geral, já que desmistificam uma série de informações que sempre foram tidas como verdadeiras por grande parte da população – como a de que a toxoplasmose é uma doença quase que exclusivamente transmitida pelos gatos”, explica Rossi, acrescentando que as tecnologias do universo pet também são melhores atualmente.

De acordo com ele, os avanços do setor como um todo também ajudam muito no sentido de tranquilizar as pessoas em relação aos pets; já que o mercado dos dias de hoje também conta com opções de acessórios e produtos que, de certa forma, proporcionam uma segurança maior em relação à doenças – como areias para caixas de gato que facilitam a higienização do local, entre outros.

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No que se refere à inovações no mundo dos acessórios pet, Alexandre Rossi cita os brinquedos e cases de alimento interativos entre os que apresentam mais vantagens; já que, além de divertir o animal, também podem contribuir para que ele tenha uma vida mais saudável e de qualidade.

“Boa parte dos animais tende a comer o que houver de alimento disponível até que ele acabe, e fica difícil controlar a dieta do pet quando não se está em casa o tempo todo. Por isso, esse tipo de acessório pode ser extremamente útil e benéfico para os animais, pois, contando com compartimentos diferentes, os potes de comida incentivam o pet a desvendar o acessório – sendo que, enquanto isso acontece, ele se diverte e ainda leva mais tempo para comer”, ressalta o Dr. Pet.

Guias que desestimulam os cachorros a puxá-las (presas na parte da frente, fazendo o animal ‘girar’ quando faz força para se soltar) também são um exemplo de acessório que pode ajudar no adestramento do pet e facilitar a vida de seus donos; provando que, hoje, as novidades desse universo já são fabricadas e direcionadas para as mais variadas funções.

Uso de acessórios da moda para pets

Com um número cada vez maior de novos produtos e tecnologias no setor pet, uma série de novas modas tem surgido neste mercado – tornando-se desejadas e adotadas por uns e completamente recriminadas por outros. No entanto, de acordo com Rossi, a grande maioria destes acessórios pode ser usada com tranquilidade, contanto que isso seja feito da maneira correta.

“Não há problema algum em colocar os cães para passear em carrinhos para pets, por exemplo; e esse tipo de cuidado é até incentivado se o cão ainda não for vacinado ou muito idoso, com problemas de mobilidade e saúde. No entanto, muitos donos de bichos de estimação acabam exagerando nos cuidados – e isso acaba prejudicando o animal ao invés de beneficiá-lo”, comenta Rossi, acrescentando que os carrinhos para pet não devem ser usados enquanto o animal é saudável e ativo; já que isso interfere no gasto de energia e nas atividades físicas do bichinho, que são necessárias para o seu bem estar e desenvolvimento.

De acordo com o especialista, o mesmo discurso vale para outros acessórios, como sapatinhos para cães – sendo que, nas situações em que o produto for usado para proteger as patas dos cães (seja do chão quente, do frio ou de solos que possam acabar machucando a região), ele é recomendado; mas o seu uso por razões pura e simplesmente estéticas não é uma boa ideia.

“A grande questão nesse tipo de caso é de que maneira as necessidades de cada um estão sendo atendidas. Enquanto, por um lado, o proprietário pode ter a necessidade de cuidar do pet como um filho, isso não pode prejudicar o desenvolvimento e as atividades de que o animal precisa para viver com saúde. Portanto, todo tipo de acessório pet pode ser usado e, em alguns casos, até deve; mas isso jamais deve interferir no seu bem-estar”, conclui.

Segundo ele, fazer o uso de acessórios para substituir as atividades físicas do animal (como esteiras) é uma prática que vem sendo adotada por muitos proprietários, e que pode ser altamente prejudicial; já que tira sensações extremamente necessárias para o pet, como a de entrar em contato com o mundo, a natureza e as pessoas de fora do seu convívio diário.

Alexandri Rossi durante sua apresentação na PET Rio Expo

Comportamento animal

Em relação ao comportamento dos animais, o Dr. Pet afirma que é preciso entender o contexto em que o cão vive por completo para que seja possível realizar adaptações e modificar as atitudes indesejadas do animal – investigando a relação que o pet tem com sua família e todos os que convivem com ele diariamente.

“O adestramento pode ajudar muito a impor limites e encontrar formas de mudar o comportamento do animal, mas é preciso saber sobre a relação que ele tem com as pessoas que convive. Em muitos casos, um cachorro que ‘come’ o sapato do seu dono é repreendido quando, na realidade, essa atitude é apenas uma forma que ele encontra de se sentir mais próximo do proprietário, já que o acessório carrega o seu cheiro – sendo que, no momento em que isso é percebido, já é possível começar a modificar o comportamento, deixando o cheiro do dono nos brinquedos do cão também, para que ele procure os seus próprios itens na hora de ‘matar a saudade’”, explica.

De acordo com ele, outro fato muito comum e que gera pets aparentemente ‘rebeldes’ é o adestramento feito de maneira errada; já que, quando a pessoa não tem prática e experiência nesse tipo de treinamento, pode acabar reforçando, justamente, os comportamentos negativos do animal, ao invés dos positivos.

“A necessidade de ‘cuidar do pet como um filho’ que muitos donos têm também pode ser um fator de confusões nesse sentido; pois, na intenção de agradar o animal, o proprietário acaba deixando com que ele faça tudo o que quer – sendo que impor limites é fundamental para o bom comportamento, e ‘mimar’ o cão pode torná-lo ainda mais difícil de ser controlado ou condicionado à novos hábitos e atitudes”, explica Alexandre Rossi.

Além de gerar grandes problemas para que o controle do comportamento do animal seja feito, esse tipo de atitude por parte dos proprietários também pode ser muito prejudicial para a saúde deles; pois, em muitos casos, no temor de que seu pet passe fome, o dono pode oferecer comida demais ao animal, tornando-o obeso por um excesso de agrados que é desnecessário.

Segundo Rossi, essa preocupação também pode ser categorizada como exagero em função das rações que estão disponíveis no mercado de hoje, e que, quando administradas na quantidade ideal, não permitem que faltem os nutrientes necessários para a saúde do pet.

“Não se pode deixar o pet fazer tudo em nome do bem-estar, pois, isso acaba prejudicando o animal. Nos dias de hoje, a quantidade de cães e gatos obesos é enorme em função desse tipo de mimo dos donos – no entanto, contar com a ajuda de novos produtos do mercado pode ajudar a solucionar esse tipo de problema”, comenta Rossi, ressaltando os brinquedos com compartimentos que dificultam o acesso do cão ao alimento (citados no início deste artigo).

Dr. Pet na PET Rio Expo

Erros comuns dos donos de pets

Além dos mimos e cuidados exagerados, outro erro que pode contribuir muito para problemas futuros é o feito na hora de adotar ou comprar o pet. De acordo com o especialista, é um hábito de muitos brasileiros escolher a raça canina que deseja levar para casa baseando-se no tipo de personalidade que é ‘normal’ à aquela raça específica – sendo que, nem sempre a descrição geral se encaixa nos animais, individualmente.

“Cada raça conta com uma série de variações, e nem sempre o comportamento que é esperado de um animal corresponde à realidade. Muitos donos levam filhotes para casa imaginando que, se cuidarem deles desde novos, conseguirão condicioná-lo para a personalidade que desejam; mas muitos animais já contam com predisposições genéticas de comportamento que dificilmente são mudadas. Da mesma forma que pode existir um Rotweiller calmo e dócil, pode haver, também, um Golden Retriever agressivo”, explica.

Segundo o Dr. Pet, quem busca ter um pet de determinada atitude ou comportamento tem a adoção de um cão adulto como sua melhor opção; pois, dessa forma, é possível escolher o animal por sua personalidade já formada, evitando surpresas ao longo do caminho.

Dr. Pet fala sobre o comportamento animal na PET Rio Expo

Feiras de negócios pet

Segundo Alexandre Rossi, as feiras de negócios do setor pet são ótimas oportunidades de networking e contato entre os profissionais mais variados deste segmento; entretanto, ele acredita que boa parte das empresas que participam desse tipo de evento tem exagerado demais na apresentação, deixando os produtos de lado.

“No Brasil, as feiras estão cada vez maiores e os expositores tendem a investir muito em seus estandes, participando dos eventos, apenas, quando é possível fazer um ‘estardalhaço’. Por outro lado, nas feiras realizadas fora do País, as empresas apostam mais na qualidade e nos benefícios de seus produtos, destacando o que é realmente importante para os pets e obtendo sucesso em função disso”, detalha o Dr. Pet.

De acordo com ele, esse tipo de costume por parte das marcas brasileiras acaba prejudicando os eventos realizados por aqui; já que o investimento acaba sendo muito alto para que diversas empresas possam pagar, e o resultado é que as feiras ficam sem muitos produtos bons e inovadores – que poderiam ser divulgados e ajudar o mundo da saúde e da diversão pet, caso o montante a ser pago por esta participação não fosse tão alto.

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Tags:
Alexandre Rossi, Comportamento animal, Doutor Pet, Dr. Pet, erros de donos de pets

ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Priscila Franco é a Community Manager e Editora-chefe das Notícias do Grupo CachorroGato. Formada em Jornalismo e Publicidade & Propaganda.

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