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Conheça a FELV - Leucemia Felina

Conheça um pouco mais sobre a FELV – Leucemia Felina, um problema grave que é a causa de mais de 30% das mortes entre os gatos com câncer

Muitas doenças podem acometer os bichanos, no entanto, algumas estão entre as mais preocupantes e perigosas para os gatos, como a FIV (conhecida como a AIDS Felina) e a FELV – Leucemia Felina. Em ambos os casos, as doenças enfraquecem o sistema imunológico dos bichanos que, sem proteção, acabam infectados por outros diversos problemas que podem levá-los à morte.

Sendo o câncer uma doença relativamente frequente no mundo dos gatos, já há muitos profissionais que se dedicam, nos dias de hoje, à pesquisa da cura e de diferentes tratamentos para o problema; e essa busca é ainda mais específica quando se trata da FELV – Leucemia felina, que é tida como a causa principal em mais de 30% dos casos de óbito em gatos com algum tipo de câncer.

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Embora nem todos os bichanos expostos à doença realmente desenvolvam seus sintomas e complicações, cerca de um terço dos felinos que entram em contato com o vírus da FELV (sigla para Feline Leukimia Virus) passam a apresentar todo tipo de consequência em função do problema, levando a grande maioria deles a morte em um período de até três anos após o diagnóstico.

Transmitida por variadas formas de interação entre os gatos – inclusive pelo contato com a saliva do animal ou durante o nascimento de um filhote de mãe contaminada – a leucemia em gato não tem tratamento específico, e apenas os sintomas dos bichanos acometidos pelo problema podem ser tratados e amenizados, em busca de uma qualidade de vida maior.

Tendo a vacina contra o vírus da FELV – Leucemia Felina como a principal e mais eficiente forma de prevenção, a doença também pode ser evitada por meio de alguns cuidados específicos de proteção ao seu bichinho de estimação. No entanto, sem a vacina, qualquer cuidado pode ser pouco diante da chance de que seu felino seja infectado por esta doença terrível e fatal.

Leia Mais: Câncer em Gatos – Como identificar e tratar

Embora a doença seja o fator principal para o desenvolvimento de uma série de outras complicações (por fazer com que o animal fique com seu sistema imunológico enfraquecido), o motivo do óbito dos felinos é, normalmente, mais relacionado a alguma infecção secundária (causada por fungos ou bactérias, por exemplo) do que à própria Leucemia Felina.

Conheça, neste artigo, um pouco mais sobre as causas, características, sintomas e formas de evitar a Leucemia Felina, e fique atento ao seu pet para identificar qualquer sinal do problema.

 

A transmissão da FELV - Leucemia Felina

 

Ao contrário dos tipos de câncer que acometem os seres humanos, a Leucemia Felina pode ser transmitida entre os gatos de maneira bastante fácil e por meio de um simples contato entre os animais. Secreções nasais dos bichanos, a saliva e as lágrimas de um felino comprometido pela doença já são o suficiente para alastrar o vírus da FELV para outros gatos saudáveis, assim como as fezes e a urina dos animais infectados pela doença.

Filhotes saudáveis nascidos de gatas infectadas também podem ser acometidos pela doença na hora do parto ou por meio da amamentação, sendo que cerca de 80% dos gatinhos que adquirem o problema nestas condições acabam falecendo em pouco tempo – ou passando o resto de suas vidas sofrendo com as consequências da enfermidade.

A simples lambedura mútua entre gatos (nos casos em que haja um infectado), portanto, também destaca uma grande chance de transmissão do vírus da Leucemia Felina – embora os animais com o sistema imunológico mais bem preparado possam eliminar o vírus durante a fase inicial de infecção.

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Com isso em mente, é importante explicar que a leucemia em gatos conta com três categorias distintas, determinadas de acordo com a gravidade e a reação do bichano à infecção pelo vírus da FELV:

 

  • Regressiva

Também conhecida como “viremia transitória”, a doença classificada nessa categoria ocorre em uma média de 30% dos felinos expostos ao vírus da FELV. Nestes casos, os animais podem ser diagnosticados (por meio de exames específicos) como portadores da doença, no entanto, o organismo do gato em questão se apressa em extiguir o vírus de seu corpo ainda na fase inicial, e o bichano tem a doença erradicada em pouco tempo, podendo levar uma vida normal.

  • Progressiva

Também chamada de “viremia persistente”, nestes casos a doença apresenta diversos sintomas e consequências para o animal, já que o sistema imunológico do gato infectado não tem a capacidade de extinguir naturalmente o problema.

  • Latência

Nas ocorrências de latência da Leucemia Felina, o vírus da FELV pode sair da corrente sanguínea do bichano e até mesmo não aparecer em exames específicos. Entretanto, a doença segue armazenada na medula óssea do animal, podendo causar diferentes tipos de problemas e anemias no felino.

 

É importante lembrar que, assim como no caso de diversas outras doenças em animais, a FELV Leucemia Felina pode não apresentar sintoma ou sinal algum no animal infectado durante anos e, com isso, a chance de propagação do vírus aumenta consideravelmente; já que um gato considerado saudável (mas comprometido pela doença) pode servir como agente transmissor.

 

Sintomas e diagnóstico da Leucemia Felina

 

Embora uma parte considerável dos bichanos só apresente sintomas depois de muito tempo infectados, há um conjunto de sinais que acompanham os gatos acometidos pelo vírus da FELV, incluindo perda de peso, anemia, depressão, diarréias ou prisão de ventre, tumores, gânglios linfáticos, dificuldade respiratória, baixa resistência e até abortos.

Febres, problemas nas gengivas, anorexia, alterações de comportamento, complicações estomacais, mucosas alteradas e anormalidades na região dos olhos e em órgãos como rins, baço e fígado (que ficam aumentados) também podem ser indicativos da presença do vírus da FELV nos felinos.

No entanto, somente por meio de exames laboratoriais é que se pode ter certeza do diagnóstico de Leucemia Felina – sendo que, em alguns casos, esse exame deve ser repetido algumas vezes para que se possa definir corretamente a presença do vírus (tendo em vista que muitos gatos acabam eliminando a doença de seu organismo pouco tempo após a infecção, e podem apresentar um resultado falso positivo).

Com isso em mente, fica claro que, ao notar alguns dos sintomas da FELV em seu bichinho felino de estimação, a melhor atitude é levá-lo ao médico veterinário, que poderá fazer um diagnóstico mais preciso e indicar o tratamento mais adequeado.

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Métodos de prevenção do vírus da FELV

 

Como já citado anteriormente, a melhor forma de previnir seu pet dos males do vírus da FELV é vaciná-lo contra a doença, sendo que a administração desse medicamento é feita em uma série de doses e a primeira deve ser aplicada nos gatos ainda filhotes, com cerca de 8 a 10 semanas de vida.

Como a doença é transmitida apenas por meio do contato entre os animais, os pets domésticos que raramente tem acesso à rua ou a outros gatos têm bem menos chances de contágio. No caso de um bichano não vacinado viver no mesmo ambiente que outros animais infectados, a melhor medida de previnir que a doença se alastre é a de isolar os gatos comprometidos pela FELV, para que não tenham como transmitir o vírus para seus companheiros.

Entretanto, vale lembrar que, pelo fato de a doença ser tida como a principal causa de mortalidade dos gatos – com cerca de 1 milhão de óbitos registrados por ano - a vacina segue como uma boa precaução para evitar o contágio de seu amigo felino, já que, por ser um animal de extrema independência e atividade, a possibilidade de que ele entre em contato com outros felinos desconhecidos é relativamente grande, mesmo quando ele é domesticado.

 

Tratamento da Leucemia Felina

 

Infelizmente, a terrível FELV – Leucemia Felina ainda não tem cura e, o que se pode fazer nos casos de gatos acometidos pela doença é simplesmente tratar os sintomas e as principais complicações decorrentes da doença, visando amenizar o sofrimento do bichano e prolongar sua vida com a maior qualidade possível.

Na maioria dos casos, profissionais veterinários podem indicar transfusões sanguíneas e sessões de quimioterapia como forma de suavizar os sintomas; assim como medicações que aumentam a imunidade do bichano e seu apetite, fazendo com que ele possa levar uma vida mais tranquila.

Esse conjunto de ações pode até causar a remissão dos sintomas da FELV no pet, no entanto, a cura não existe e, desta forma, mesmo os bichanos que não apresentam sintomas ainda contam com o vírus em seu organismo, podendo agir como transmissor da doença para outros animais sadios.

Vale lembrar que a vacinação contra o vírus administrada aos bichanos já infectados com a doença também não mostra sinais de melhora nos gatos e, portanto, só é eficaz quando realizada antes da infecção.



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Categorias:
Saúde do Gatos
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médico Veterinário (CRMV- SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Unesp com Pós Graduação em Oncologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus e Pós Graduação em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais pelo Instituto Qualittas. Responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h. Dr. Toyota é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.

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