Dentista para Gatos - Protegendo a saúde bucal felina | CachorroGato

Dentista para Gatos - Protegendo a saúde bucal felina

Saiba mais sobre a importância do dentista para gatos e conheça as principais doenças bucais que podem afetar os felinos

Conhecidos como animais extremamente limpos e indepentendes, os bichanos precisam de uma série de cuidados para que sejam saudáveis, e a saúde bucal dos felinos não pode ser deixada de lado, sendo imprescindível a visita anual a um dentista para gatos. Ignorada por muitos donos de pets, a higienização dos dentes e da boca dos gatos é tão importante quanto a limpeza de pelagem e ouvidos, e quando não é feita de maneira adequada, pode levar o bichano a ter sérios problemas.

Tendo em vista que até 80% dos animais com mais de 3 anos de vida sofrem com problemas periodontais, fica ainda mais evidente a necessidade de consultar um dentista para gatos de tempos em tempos, garantindo que o bichano não sofra com dores e não fique banguela em função de complicações bucais.

Podendo causar muitos problemas além da dor, o acúmulo de sujeira, placa bacteriana e tártaro na boca dos felinos também pode ser responsável pelo aparecimento de inflamações perigosas, e que, se não tratadas, podem, inclusive, levar o animal à morte. Entre os problemas periodontais mais nocivos e comuns aos gatos, podemos citar o Complexo de Gengivite Estomatite Faringite (CGEF), Lesão Reabsortiva dos Felinos (LRF), fraturas dentárias e fraturas da mandíbula, além de uma série de outras complicações menos intensas.

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Pensando nisso, muitos profissionais veterinários da atualidade já fazem especializações como dentista de gatos, buscando evitar doenças bucais em todas as sete vidas dos felinos, e tornando-se a opção perfeita para solucionar qualquer tipo de complicação que ocorra nessa região. Conheça, neste artigo, um pouco mais sobre a atuação destes profissionais, e saiba como identificar as principais doenças periodontais no seu gatinho de estimação.

 

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Troca de dente nos gatos

 

Embora não seja do conhecimento de muitos, os felinos são animais que trocam de dentição durante a sua vida; portanto, antes de se desesperar com a queda de um dente do seu gatinho filhote, é preciso verificar as causas desse acontecimento, já que este pode ser, apenas, um processo natural do crescimento do bichano.

Começando a mostrar seus dentes de leite a partir da segunda semana após o nascimento, os gatos já contam com toda a dentição exposta por volta dos 30 dias de vida; sendo que os seus dentes pré-molares superiores são os últimos a aparecer, despontando, na maioria das vezes, quando o felino completa cerca de 45 dias de vida. 

Por volta do seu 5º mês de idade, o gato começa a perder os dentes de leite, dando espaço para o nascimento da dentição permanente, que se difere da anterior em alguns fatores específicos, como cor e nível de desgaste.

No caso de os dentes permanentes do bichano começarem a nascer antes que ocorra a queda dos de leite, a primeira visita do animal ao dentista de gatos já pode ser marcada; pois, nestes casos, é preciso que a primeira dentição seja extraída para não causar problemas no futuro.

Além de ser um processo natural, a troca de dentes nos gatos também é tida como um ótimo índice de tempo de vida, sendo usada por muitos veterinários para definir a idade de bichanos que não tiveram o seu nascimento presenciado.

 

Higienização bucal em gatos

 

Terminada a troca de dentição do felino (e mesmo antes disso), é hora de começar a cuidar e limpar os dentes do seu pet felino, para preveni-lo contra as doenças periodontais. Assim como em diversos outros tipos de higienização, quanto antes for iniciado, mais fácil e simples será o processo; e os donos de gatos devem se esforçar para acostumar seus pets desde filhotes com a escovação e a limpeza dos seus dentes.dentista-para-felinos

O mercado pet de hoje já conta com uma série de produtos específicos para esse tipo de limpeza, e é indicado que escova e pasta próprios para a profilaxia bucal de felinos sejam adquiridos para o processo.

A paciência é palavra-chave nessa hora, já que, muitos gatos ficam assustados nessa situação. Para que o processo seja iniciado de maneira suave e tranquila para o animal, é aconselhado que, ao longo de algumas semanas, o dono do pet passe a tocar as gengivas do gato com um cotonete e dar-lhe amostras da pasta dental; permitindo com que o felino se acostume com o gosto do produto e com alguém mexendo em sua boca.

Feito isso, já é possível tentar escovar os dentes do gato com a uma escova bem macia e pequena – sendo que, no caso de não encontrar pastas dentais específicas para bichanos, o produto pode ser substituído pela mistura de água e sal – que também ajuda a remover as impurezas e sujeiras acumuladas da região.

A higienização dos dentes dos gatos deve ser feita (pelo menos) uma vez por semana, e isso já é o suficiente para deixar seu bichano livre da placa bacteriana e do tártaro – fatores responsáveis pelo aparecimento de outros variados problemas, como cáries, mau-hálito, gengivites, inflamações generalizadas e toda uma série de doenças extremamente perigosas para a saúde dos felinos.

 

Doenças bucais de felinos

 

Conforme citado anteriormente, a falta de higiene na boca de gatos pode desencadear o aparecimento de uma série de problemas bucais nos felinos, sendo que o Complexo de Gengivite Estomatite Faringite e a Lesão Reabsortiva dos Felinos são duas das mais temidas e complicadas doenças periodontais para os bichanos. Conheça, a seguir, as principais características, consequências e formas de tratamento dessas doenças, e saiba como identificá-las no seu gatinho de estimação.

 

  • Complexo de Gengivite Estomatite Faringite dos Felinos (CGEF)

O acúmulo de placa bacteriana nos dentes dos felinos é o grande responsável pelo desenvolvimento do Complexo de Gengivite Estomatite Faringite nos gatos. Apresentando-se, primeiramente, como uma gengivite comum, o problema se torna extremamente agressivo em pouco tempo, e é caracterizado pela presença de tecido bucal inflamado, afetando língua, gengiva, mucosa oral, palato (céu da boca), fauce (goela) e faringe.

Salivação exagerada e espessa, prostração, falta de apetite, perda de peso, mau-hálito intenso, dor e inflamação grave bucal são os principais sintomas da doença que, quando não tratada rapidamente, pode gerar problemas renais e de desidratação no animal, levando-o à morte.

Apesar de a placa bacetriana e a gengivite serem consideradas as suas principais causas, o CGEF nos felinos não tem uma origem completamente determinada, e muitos veterinários afirmam que outras doenças que afetam o sistema imunológico dos bichanos (como a FELV – Leucemia Felina e a AIDS Felina) estão diretamente relacionadas ao seu aparecimento.

Tendo em vista que os animais que desenvolvem a doença possuem uma sensibilidade extrema ao acúmulo de placa bacteriana, somente uma higienização 100% eficiente poderia preveni-los do surgimento da doença; o que é muito difícil, já que, para isso, os gatos teriam que realizar a profilaxia bucal com um dentista em todas as ocasiões, não bastando apenas a limpeza semanal feita em casa para livrá-los do problema.

O tratamento do Complexo de Gengivite Estomatite Faringite envolve, basicamente, a higienização constante da boca e dos dentes do gato – tanto em casa como com a ajuda de um profissional. No entanto, em casos mais graves (como descrito no parágrafo anterior), somente a limpeza não basta para que o problema seja extinto, e a extração dos dentes distais até os caninos do gato se apresenta como a única solução; pois, desta maneira, a placa bacteriana fica sem onde se alojar.

Extremamente agressiva, a doença também tem casos onde mesmo a extração de todos os dentes da boca do felino não é suficiente para combatê-la, exigindo que medicamentos à base do corticóide sejam administrados aos bichanos pelo resto da vida.

 

  • Lesão Reabsortiva dos Felinos (LRF)

A Lesão Reabsortiva dos Felinos é outro problema grave e frequente nos gatos e que não tem uma razão específica comprovada. Caracterizada pela destruição dos dentes do felino pelo seu próprio organismo (sem que se saiba o que leva o organismo do animal a agir dessa maneira), a LRF é mais comum em gatos mais velhos – principalmente, com idade acima de 7 anos.

Manifestando-se, primeiramente, na linha da gengiva dos bichanos, a doença evolui para a raiz e a coroa dos dentes do animal, formando um buraco na parte interna ou externa do seu dente.

A partir disso, em muitos casos, a região afetada passa a ser substituída por tecidos ósseos ou da gengiva, sendo que a dor e o incômodo do gato ao comer são os principais sintomas da doença em todas as suas fases. Em função disso, os felinos acometidos pela Lesão Reabsortiva dos Felinos passam a rejeitar comida e perder bastante peso, podendo, inclusive, chegar à morte pela falta de alimentação.



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Saúde do Gatos
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV- SP 20.567) formada pela Universidade Estadual de Londrina - PR com Especialização em Radiodiagnóstico pelo Instituto Veterinário de Imagem (IVI). Responsável pelo setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h atuando nas áreas de radiologia, ultrassonografia e ressonância magnética. Dra. Madi é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.

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