Gato arisco – Como lidar com meu felino bravo?

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Mesmo que ele seja das raças Angorá Turco, Siberiano, Chartreux, Ragdoll ou Birmanês, consideradas as mais sociáveis, a personalidade e o modo de vida podem tornar um gato arisco.

E o felino fica assim por vários fatores, entre eles o medo, a falta de socialização com outros bichos e pessoas ou desconfiança de algo e, deste modo, ele tende a se afugentar ou até mesmo atacar ser for impedido de entrar em seu esconderijo. Mas há maneiras de reverter essa situação e deixar o seu gato arisco menos “bicho-do-mato”.

 

Tirando o medo do gato arisco

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Leia Mais: Felinos e crianças – Uma amizade que pode dar certo

Para solucionar um problema é preciso, antes de tudo, saber de onde ele vem. Por conta disto, descobrir o que está tornando o seu pet agressivo e medroso é o primeiro passo para ajudá-lo, já que não há como remediar o desconhecido. Para isso, observá-lo é primordial, pois só assim o dono terá ideia daquilo que faz com que ele corra para o lugar em que se sente protegido.

A fobia de pessoas é a mais comum, porque diferentemente dos cachorros, quando se trata de um felino arisco é sinal de que ele não tem costume de lidar com aqueles que não sejam do seu convívio comum. Aliás, há alguns que chegam a fugir até de determinados moradores da própria casa, pois como não mantém uma intimidade direta com eles, o estranham. E tentar forçar uma amizade com o felino nessa situação é uma péssima ideia.

Dar bronca ou puni-lo, mesmo de uma forma branda, não ameniza em nada o fato quando isolado, aliás, chega a atrapalhar, pois teimosos e independentes como são, os gatunos se sentirão intimidados, ficarão medrosos, ansiosos e mais arredios ainda. Portanto, para introduzi-lo a uma vida mais social, comece dando a ele petiscos, mostrando-se amigo, para que aos poucos ele assimile a ocasião a algo bom e, estando mais calmo, acabará cedendo.

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Vale ressaltar que a recompensa é uma grande aliada no treinamento do gato arisco, pois ele associa um ambiente amistoso aos gestos de carinho, ganhar algum brinquedinho ou até mesmo um petisco (sempre específico para gatos, para evitar problemas na saúde dele).

Se o dono notar que o seu bichano está tendo uma rotina maçante, ficando o tempo todo isolado, é importante consultar um veterinário, porque talvez a causa não seja medo de pessoas, de algum objeto da casa ou determinado barulho, mas sim uma maneira dele demonstrar que está com dor. Além disso, somente um especialista poderá dizer se o adestramento é válido ou se outras táticas de socialização possam ajudar ao pet, já que ele saberá como proceder diante da situação.

 

Outros tipos de tratamento para os gatos ariscos

Diferentemente dos cães, em que a ansiedade pode ser tratada com acupuntura, por exemplo, o gato arisco jamais se submeterá a sessões deste procedimento ou até mesmo a uma massagem relaxante e que pegue os pontos certos para acalmá-lo. Mas há a homeopatia e os Florais de Bach para estes casos, os quais ajudam bastante na diminuição dos medos, dos traumas, da ansiedade e do estresse do animal. Porém, é sempre bom eles serem prescritos depois de avaliados por profissionais da área, ou seja, nunca medique o seu peludo por conta própria.

O adestramento é outra saída para minimizar estes problemas, e geralmente é feito baseado na repetição e associação. Mais uma vez é bom lembrar que eles não são como os cães que aprenderão comandos como “senta” ou “deita” induzidos por outros meios de ensinamentos, mas sim por agregarem o fato de que se fizerem determinada ação serão recompensados.

Para isso, o gato arisco deve agir naturalmente e, então, quando ele atuar como o dono quer, o treinador começa com a repetição disto, que será assimilado por ele nestes moldes. E esta prática deve continuar em casa, onde a pessoa deve sempre incentivá-lo a cumprir os comandos e dar um mimo para ele em seguida, até que ele esteja totalmente ensinado e preparado para ter seu novo comportamento sozinho.

As atitudes contrárias, ou seja, vistas como negativas, devem ser punidas de forma amena, para que o bichano tenha o discernimento em saber o que é o correto e os seus erros durante as etapas de adestramento. A palavra “não” necessita ter uma entonação forte, mas nunca gritada ou agressiva, pois mais uma vez ele poderá ficar arredio e todo o esforço ir por água abaixo.

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Categorias:
Comportamento dos Gatos
Tags:
ariscos, bichanos, bravos, comportamento, felinos, gatos, personalidade, pets

ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV- SP 20.567) formada pela Universidade Estadual de Londrina - PR com Especialização em Radiodiagnóstico pelo Instituto Veterinário de Imagem (IVI). Responsável pelo setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h atuando nas áreas de radiologia, ultrassonografia e ressonância magnética. Dra. Madi é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.

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