Vacinação de Cães em Detalhes – Como aplicar e quais doenças são prevenidas | CachorroGato

Vacinação de Cães em Detalhes – Como aplicar e quais doenças são prevenidas

Importante para manter a saúde dos animais, a vacinação em cães pode prevenir seu pet de doenças graves e até fatais. Saiba mais sobre vacinas em cachorros

A vacinação em cães é algo que todos os donos de pets devem ter em mente quando adicionam um novo amigo canino a família. Prevenindo os cachorros de doenças que vão das mais simples e corriqueiras até as mais graves e fatais, as vacinas disponibilizadas para cães nos dias de hoje podem ser a solução perfeita para que seu pet tenha uma vida longa e saudável.

Parvovirose, cinomose, tosse dos canis, giardia e raiva são apenas algumas entre as diversas doenças que podem ser prevenidas no seu pet por meio da vacinação em cães. Entretanto, os proprietários de animais de estimação caninos devem ter em mente que, apesar de as vacinas serem primordiais para evitar muitas doenças, elas também podem causar problemas se não forem administradas da maneira correta; aumentando a chance de que seu pet desenvolva males crônicos em função do excesso de medicação.

Ao adotar um cachorrinho, é essencial que o seu responsável procure se informar bem em relação às datas e os tipos de vacina mais importantes para o animal, e uma visita a um profissional veterinário se faz necessária neste momento, já que ele é capaz de esclarecer todo tipo de dúvida em relação à vacinação em cães e, ainda, indicar os locais mais adequados para que esta importante medicação seja administrada.

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Boa parte das principais vacinas animais - assim como no caso dos seres humanos - devem ser dadas aos animais ainda filhotes, sendo que algumas delas necessitam de reforços em períodos determinados de tempo. Por isso, consultar um médico veterinário logo após a adoção de um filhote é tão importante, pois, a partir de cerca de 45 dias de vida os cachorros já podem ser devidamente imunizados para evitar problemas de alta gravidade ao longo da vida.

Confira, neste artigo, algumas das mais importantes vacinas a serem tomadas pelo seu cão, e saiba que tipo de precaução é necessária para que seu pet fique imune a uma série de doenças e zoonoses comuns aos cães.

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Calendário de vacinação

 

Para que nenhuma das principais vacinas para a saúde do seu pet não seja esquecida, é importante que se saiba quais são elas e, com o calendário abaixo, é possível organizar melhor as imunizações de seu bichinho de estimação – que devem ser iniciadas a partir dos 60 dias de vida do animal e ter intervalos de 21 dias entre elas:

 

  • Vacina VX (1ª dose polivalente = V8 ou V 10)
  • Vacina VX (2ª dose) + Vacina TC (1ª dose de imunização da Tosse dos Cães)
  • Vacina VX (3ª dose) + Vacina TC (2ª dose)
  • Vacina GI (1ª dose contra Giárdia)
  • Vacina GI (2ª dose) + Vacina VR (Anti Rábica)

 

Vacinação em filhotes

 

Além de prevenir seu pet de doenças ao longo da vida, a vacinação é importante, principalmente, para os filhotes de cães – que contam com um sistema imunológico ainda frágil nessa fase da vida e, com isso, ficam ainda mais propensos a seren infectados por diferentes vírus e bactérias. Recomenda-se, inclusive, que filhotes ainda não vacinados evitem o contato com animais que, mesmo vacinados, saiam à rua. Mesmo em clínicas veterinárias, é preciso que os pets permaneçam no colo dos donos, evitando a possibilidade de algum contágio.

Na grande maioria dos casos, a vacinação em cães segue um calendário bastante específico, sendo que as vacinas chamadas de V8 e V10 são as mais indicadas e importantes para os filhotes, conhecidas, também, como vacina polivalente, combinada ou múltipla. A diferença de numeração das vacinas fica por conta da quantidade de antígenos que elas têm, sendo que, enquanto a V8 protege contra a Leptospira Canicola e a Leptospira Icterohahemorrhagiae, a V10 inclui, além destes, os antígenos para Leptospira Grippotyphosa e Leptospira Pomona.

Em teoria, optar pela vacina para cães de maior numeração seria a melhor escolha, já que poderia prevenir o animal de mais doenças, no entanto, o alto número de antígenos não é, necessariamente, indicado para todos os cães. Como os subtipos das doenças variam de acordo com as diferentes regiões do mundo, muitos cachorros podem viver em locais onde determinados subtipos não existem e, portanto, não haveria motivos para a imunização.

Administrada em três doses, as vacinas V8 ou V10 devem ser dadas ao seu bichinho de estimação quando ele tiver, respectivamente, 45, 66 e 87 dias de vida; e devem ser renovadas anualmente para garantir sua eficácia. Ao completar 129 dias de vida, os filhotes devem tomar a vacina contra a raiva, garantindo a imunidade de mais uma doença.

No caso de filhotes que por algum motivo não terminaram o desmame ou não contam com o conhecimento sobre o histórico de vacinas da mãe, a primeira dose a ser tomada é a de proteção contra a cinomose e a parvovirose. Sendo esta é uma vacina específica para esse tipo de caso, é preciso que um veterinário seja consultado, pois somente ele poderá indicar quais medidas adicionais devem ser tomadas para que seu cãozinho fique com saúde. Esta é uma medida aplicada antes do início oficial do protocolo de vacinação.

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Doenças prevenidas pelas vacinas

 

As vacinas polivalentes (V8 ou V10) garantem a proteção dos cãezinhos contra sete doenças específicas, sendo que as vacinas contra raiva, giardia e tosse dos cães também são extremamente importantes para manter a saúde dos cachorros (e devem ser administradas de acordo com o calendário exposto anteriormente), conforme você confere abaixo:

  • Cinomose

Altamente contagiosa, a cinomose é transmitida pelo contato direto entre um animal infectado e outro sadio, ou por objetos infectados pelo vírus, podendo levar os cães não vacinados à morte. Assintomática em alguns casos, a doença pode afetar todo o organismo do cachorro acometido, causando desde vômitos, diarreias e falta de apetite até paralisias, convulsões, lesões medulares e cerebrais. Conheça mais sobre a Cinomose

  • Hepatite Infecciosa Canina

Também conhecida como Doença de Rubarth, a Hepatite Infecciosa Canina é transmitida pelo contato do cão com secreções, excrementos ou sangue contaminado pelo Adenovírus Canino 1 (CAV-1). Afetando a função hepática do animal, a doença também pode causar alterações no Sistema Nervoso Central e seus sintomas incluem febre, dor abdominal e vômitos nos casos mais leves; desencadeando ataques convulsivos, depressão e coma nos quadros mais graves.

  • Adenovirose

Causada pelo Adenovírus Tipo II, a Adenovirose é responsável por problemas respiratórios em cães acometidos pela doença, que facilita novas infecções e, consequentemente, quadros mais graves e complicados, como pneumonias.

  • Coronavirose

Fatal em alguns casos, a Coronavirose tem o Coronavírus Canino como agente transmissor, encontrado nas fezes de animais infectados. Tendo crises de vômitos e diarreias como principais sintomas, a doença pode desencadear febre, excrementos com sangue, depressão, perda de apetite e desidratação.

  • Parainfluenza Canina

Uma das causadoras de tosse em cães, a Parainfluenza Canina é transmitida pelo contato direto entre animais sadios e animais infectados com o vírus da doença, causando tosses graves, secreções, febre e coriza. Em casos mais graves, pode debilitar o sistema imunológico do animal, facilitando outras complicações que podem ser letais.

  • Parvovirose

Muito contagiosa e uma das mais letais em filhotes, a Parvovirose Canina é transmitida pelo contato de animais sadios com fezes e secreções contaminadas, e pode ser fatal aos cães não tratados. Diarreia, vômitos e desidratação estão entre os sintomas da doença, que pode, ainda, causar depressão, problemas respiratórios e a morte súbita de filhotes aparentemente saudáveis. Conheça mais sobre a Parvovirose

  • Leptospirose Canina

Transmitida pela urina dos ratos, a Leptospirose Canina é uma zoonose, e pode ser classificada em 4 sorotipos diferentes: Icterohahemorrhagiae, Canicola, Grippotyphosa e Pomona. Desânimo, vômitos, hemorragias, diarreia e dor abdominal são alguns dos sintomas da doença, que pode evoluir para doenças renais crônicas e levar o cão à morte. Conheça mais sobre a Leptospirose Canina

  • Giárdia

Causada pelo protozoário Giárdia Lamblia, a giárdia é uma das causas de problemas intestinais em cães mais comuns. Transmitida pelo contato direto com outros animais e principalmente pela água, a doença tem diarreia, vômitos, dores abdominais, perda de peso e desidratação entre os seus principais sinais, embora uma grande parte dos infectados permaneçam assintomáticos. O diagnóstico da giárdia é feito pela análise das fezes do animal, e o tratamento da doença inclui a vermifugação e a administração de antibióticos. Conheça mais sobre a Giárdia

  • Tosse dos Canis

Também chamada de Traqueobronquite Infecciosa Canina, a Tosse dos Canis é uma doença que afeta o sistema respiratório dos cães, causando crises intensas de tosse. Filhotes e cachorros adultos doentes são os que tem maior probabilidade de contrair o problema, que tem o Parainfluenza Vírus, Adenovirus Tipo 2 e a bactéria Bordetela Bronchiseptica como agentes. Altamente contagiosa, a doença é transmitida pelo contato de cães sadios com animais infectados ou por aerossóis (gotículas eliminadas pelos espirros).

  • Raiva

Transmitida por meio do contato de um cão sadio com a saliva de um animal infectado, a raiva canina é fatal em quase 100% dos casos, sendo considerada uma das zoonoses mais perigosas. Incurável, a doença só pode ser prevenida por meio de vacinações anuais, e se manifesta de três maneiras distintas: Raiva Furiosa, Raiva Muda e Raiva Intestinal. Agressividade exagerada, salivação constante, mudanças de comportamento e paralisia são alguns dos seus sintomas, que evoluem até que o animal chegue ao óbito. Conheça mais sobre a Raiva Canina

 

Reações da vacina em filhotes

 

Alguns filhotes podem apresentar um comportamento estranho após a administração das vacinas, no entanto, na maioria das vezes isso não é motivo para preocupações. Pelo fato de a vacina conter, justamente, uma amostra dos antígenos aos quais imunizará, é comum que os cães fiquem um tanto apáticos e com aparência cansada nas primeiras 24 horas após a aplicação do medicamento.  Isto se dá devido à dor da aplicação e a febre esperada pela reação do animal à vacina aplicada.

O indicado nesses casos é simplesmente manter o animal em repouso, já que seu corpo está trabalhando para assimilar a vacina em seu sistema imunológico. Caso o cão filhote siga com o comportamento alterado após esse período inicial, é recomendado que um profissional veterinário seja procurado, para que possa examinar o pet e dar mais orientações sobre como ele deve ser cuidado.

 

Vacinação em cães adultos

 

Assim como no caso dos filhotes, as vacinas V8 ou V10 devem ser administradas aos cães adultos – tenham eles um histórico prévio de vacinação ou não. No caso do que nunca foram imunizados, diferente dos filhotes que ainda não tem o sistema imune formado, só é necessário uma dose de cada vacina para início da imunização, e renovadas anualmente. Para os que já contam com vacinas no histórico, a simples manutenção anual já é o suficiente para manter o pet protegido.

Embora não haja nenhum caso de má formação dos filhotes em função de vacinas para cachorros, as cadelas gestantes não devem receber esse tipo de medicação enquanto não tiverem seus filhos, pois a eficácia dos antígenos pode ser prejudicada. O ideal é que a cadela seja vacinada (conforme indicado anteriormente) ainda filhote ou somente após o nascimento dos filhotes.

 

Que precauções tomar na hora da vacinação em cães?

 

Vale lembrar que, para que as vacinas tenham total eficácia, o pet deve estar em bom estado de saúde quando for receber a medicação. Sinais como febre, diarreia ou algum tipo de secreção nasal ou ocular podem ser indicadores de que a aplicação deve ser adiada por algum tempo; tendo em vista que, em animais com algum tipo de problema de saúde, podem acontecer falhas da vacina em função do organismo debilitado do animal, que é medicado, mas não fica protegido contra as doenças.

Além disso, alguns cuidados também devem ser tomados para que o processo de vacinação no pet seja mais tranquilo, tanto para o animal como para quem for administrar as vacinas nele. No caso dos cães grandes, é indicado que estejam presos pela coleira e acompanhados por pessoas de tamanho suficiente para controlá-los na hora da aplicação – quando tendem a ficar bastante agitados - e não é aconselhável que crianças sejam as escolhidas para ficar junto ao pet na hora do processo.

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Os cachorros mais nervosos devem sempre estar com a focinheira na hora da administração da vacina, já que podem reagir de maneira agressiva e machucar tanto quem aplica a medicação como seu próprio dono.

Também é primordial que as datas e períodos entre as vacinas sejam respeitados de acordo com a indicação do veterinário, já que sua eficácia pode ser comprometida no caso da administração errada.

 

Onde vacinar seu cão

 

A nossa indicação para a vacinação é sempre com um médico veterinário. O exame clínico, a decisão de quais vacinas a serem tomadas e o acesso à vacinas de qualidade superior são essenciais para a boa manutenção da saúde do animal e tais cuidados somente serão possíveis com a ajuda destes profissionais. Além de que, a validação da vacinação somente será aceita com o carimbo e a assinatura de um Médico Veterinário.

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Saúde do Cachorro
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas há 6 anos. Dr. Tubaldini é o Diretor de Conteúdo do portal CachorroGato e gestor da equipe de veterinários responsáveis pela ferramenta Dr. Responde.

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