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Ultrassom para cães e gatos facilita diagnósticos veterinários

Saiba como o ultrassom para cães e gatos auxilia os profissionais veterinários no processo de diagnóstico das mais diversas patologias e conheça a evolução da ultrassonografia veterinária

Os avanços da tecnologia na medicina veterinária têm ajudado os profissionais do segmento a tratar cada vez melhor dos mais de 106 milhões de animais de estimação que habitam os lares do Brasil – sendo o ultrassom para cães e gatos um dos métodos mais importantes e eficientes para examinar animais de pequeno porte, possibilitando diagnósticos mais precisos e, conseqüentemente, tratamentos mais eficazes.

Embora o ultrassom em cães e gatos já não seja nenhuma novidade no meio veterinário, os avanços relacionados à essa importante ferramenta diagnóstica continuam aparecendo e, nos dias de hoje, as clínicas e hospitais veterinários que contam com a função doppler nos exames de imagem ganham vantagem; já que seu uso também possibilita a avaliação cardiovascular, da vascularização dos órgãos e dos grandes vasos.

Podendo ser usado para avaliação dos órgãos dos sistemas urinário, digestório, reprodutor e cardiovascular a ultrassonografia veterinária também permite uma visualização mais superficial dos membros dos animais; facilitando a investigação de problemas ou complicações nas articulações, ligamentos, tendões e das estruturas oculares, entre outros.

Mesmo já havendo aparelhos de ultrassonografia específicos para o ramo veterinário, muitos hospitais e clínicas de animais ainda fazem o uso de equipamentos desenvolvidos para os seres humanos, adaptando-os aos pets.

Enquanto essa necessidade de adaptação pode parecer um tanto estranha para os que não atuam diretamente com o mundo da veterinária, a realidade é que, a grande maioria dos aparelhos de exames considerados ultrapassados pela medicina humana é novidade no mundo dos animais e; portanto, esse tipo de medida é bastante comum e não influencia na qualidade de resultados dos exames.

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Confira, neste artigo, de que maneira deve ocorrer a preparação para a realização do ultrassom em animais de pequeno porte, como funciona esse processo e de que maneira ele ajuda os profissionais veterinários a definir diagnósticos de forma mais segura e precisa.

Preparo para o exame ultrassonográfico em cães e gatos

Por se tratar de um exame não invasivo, a preparação e o procedimento da ultrassonografia veterinária tende a ser bastante tranqüila, não representando transtornos para o animal. No entanto, nos casos em que o pet a ser examinado está sentindo muita dor, o uso de sedativos leves pode ser indicado. Nas ocasiões em que o animal se encontra agitado demais, o uso da focinheira é recomendado e, com isso, já é possível que a equipe auxiliar presente na hora do exame consiga controlar o animal ansioso sem o uso de qualquer tipo de medicação.

Feito o controle do animal e sendo a equipe informada sobre qualquer tipo de sedativo administrado a ele, é hora de realizar a tricotomia; que nada mais é do que a depilação da área do animal a ser investigada durante o exame. Feita com uma máquina similar à de tosa, a retirada dos pelos da área a ser examinada é essencial para que possa realizar o exame de US em cães e gatos.

E a razão para isso é simples, já que a pelagem dos cães e gatos forma uma camada de ar entre os pelos e a pele do animal, por onde o som não passa – e, por se tratar de um exame que gera imagens a partir do uso de ondas sonoras de alta freqüência e seus ecos, quando há barreiras de som, não á possível enxergar resultado algum.

Em grande parte das vezes, a tricotomia é feita de maneira a tirar a pelagem somente da região mais específica onde o animal será investigado; sendo que, para o exame abdominal, o mais requisitado é que seja livre de pelos a área que vai do esterno do animal (próximo de suas costelas) até a pelve.

O exame e o aparelho de ultrassom para cães e gatos

Encerrada a fase preparatória, é o momento de iniciar o exame; que será feito com o uso de um gel a base de água (que não causa alergias aos animais e retira qualquer vestígio de ar que possa haver entre a pele do animal e o aparelho do exame).

É fundamental que a equipe que realiza o exame tome muito cuidado com o equipamento de ultrassom, já que o transdutor ou sonda usado para captar as imagens do exame conta com cristais piezoelétricos (que determinam as diferentes freqüências de operação dos transdutores utilizados no processo); e a ocorrência de quedas ou batidas podem danificar esse tipo de ferramenta de forma permanente – fazendo com que haja alterações nos resultados obtidos.

Os transdutores ou sondas utilizados no exame de US veterinário podem ser tanto convexos como lineares, sendo que os convexos tendem a possuir uma frequência mais baixa, permitindo uma melhor avaliação dos órgãos mais profundos; enquanto os lineares contam com frequências mais altas, permitindo a avaliação de estruturas mais superficiais e sendo úteis, também, para animais menores.

Independentemente do tipo de sonda usada, é a freqüência ajustada do aparelho que irá definir o nível de alcance do exame – sendo que, quanto maior a freqüência, mais superficial será a área explorada. Vale lembrar que, hoje, a medicina veterinária também já conta com transdutores multifrequenciais.

Em alguns casos em que, mesmo com o aumento da freqüência, não é possível avaliar um membro de maneira superficial; é possível fazer uma espécie de adaptação por meio de ponteiras específicas, que alongam a área de contato da sonda e, com isso, tornam a visão da região mais superficial.

Bexiga, rins, aparelho reprodutor, baço, estômago, fígado, pâncreas, alças intestinais, glândulas adrenais, entre outros, são algumas das regiões as quais é possível investigar com clareza por meio da ultrassonografia veterinária – sendo fundamental que o profissional que realiza o exame esteja devidamente preparado e capacitado para fazer a sua interpretação, levando sempre em consideração as variações anatômicas e estruturais relacionadas a raças e espécies diferentes.

Exames ultrassonográficos veterinários com Doppler colorido

Conforme citado anteriormente, a função Doppler é, hoje, uma das maiores novidades no mundo do US em animais, permitindo uma avaliação adicional de alguns órgãos ou sistemas. Diferenciando o sangue arterial do sangue venoso nas imagens, o estudo doppler permite a individualização de vasos sanguíneos, avaliação da presença bem como a qualificação da vascularização em massas tumorais e alguns órgãos, presença de trombos nos grandes vasos, entre outras.

Por meio de um ecocardiograma com Doppler, por exemplo, o profissional é capaz de verificar as válvulas cardíacas do animal, analisando a ocorrência de refluxos sanguíneos na região, a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo do coração e dos vasos de forma precisa e até se há a mistura de sangue venoso e arterial nas câmaras cardíacas do bicho – oferecendo imagens e dados de qualidade para a definição de diagnósticos importantes e das mais diferentes naturezas.



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Saúde do Cachorro, Saúde do Gatos
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV- SP 20.567) formada pela Universidade Estadual de Londrina - PR com Especialização em Radiodiagnóstico pelo Instituto Veterinário de Imagem (IVI). Responsável pelo setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h atuando nas áreas de radiologia, ultrassonografia e ressonância magnética. Dra. Madi é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.

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