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Sociedade Protetora dos Animais - Como funciona?

Saiba um pouco mais sobre a atuação da sociedade protetora dos animais e conheça algumas das mais importantes entidades do segmento no País

Muito se fala em sociedade protetora dos animais nos dias de hoje, em que a preocupação com os maus-tratos sofridos por pets é cada vez mais constante. Buscando aprovar legislações específicas e conscientizar a população em geral sobre a posse responsável de animais, essas entidades formam um conjunto cada vez maior de protetores de cães e gatos – entre outros bichos – mostrando que todas as formas de vida merecem respeito, atenção e o direito ao bem-estar.

Incentivando as denúncias contra maus-tratos e a adoção de pets abandonados, a sociedade protetora dos animais conta com representantes variados, incluindo desde associações antigas e específicamente criadas para proteger e promover o bem-estar animal até ONGs e pessoas que lutam ativamente pelos direitos dos bichos - ajudando tanto na divulgação de informações valiosas sobre o cuidado com exemplares de diferentes espécies quanto na elaboração de projetos especiais dedicados a um mundo menos injusto com a vida dos animais.

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Cada estado brasileiro – assim como a maioria dos municípios – conta com uma entidade específica para a proteção dos animais, recebendo denúncias e promovendo campanhas que ajudam os animais a conviver com mais saúde e dignidade, incluindo mutirões de adoção, vacinação e abaixo-assinados para a aprovação de leis que ajudem a garantir os direitos dos animais.

Embora a década de 1970 tenha sido uma das mais importantes no sentido de popularização da proteção dos direitos animais, esse assunto já é uma pauta mundial há bastante tempo, sendo que uma das associações mais conhecidas deste segmento (UIPA – União Internacional Protetora dos Animais) foi fundada em 1895 – mostrando que a preocupação dos defensores dos bichos já é algo presente entre os seres humanos há mais de um século.

Conheça, a seguir, algumas das entidades mais populares da sociedade protetora dos animais, e saiba de que maneira a atuação de tais grupos influencia o bem-estar de bichos das mais variadas espécies em todo o mundo.

Leia Mais: Projeto de lei que proíbe testes em animais é aprovado na Câmara

 

Atuação da sociedade protetora dos animais

 

Um dos principais pontos de atenção da sociedade protetora dos animais é garantir a criação de leis específicas contra maus-tratos (entre outras ações que prejudicam os bichos) e o cumprimento das legislações já existentes no mundo animal. Mesmo com o crescimento acelerado do grupo de pessoas que lutam pelos direitos dos bichos ao longo das últimas décadas, ainda são muito poucas as leis específicas para o trato com animais, sendo menor ainda a parcela de pessoas punidas por agressões ou e outros tipos de negligência – como o abandono de pets.

Aumentando o conhecimento da população em relação à posse responsável, as entidades direcionadas à proteção dos animais também trabalham pesado em campanhas educativas que fazem a divulgação de informações valiosas para quem tem ou deseja ter um pet em casa – influenciando possíveis proprietários a considerarem todos os aspectos envolvidos na compra ou adoção de animais, para que o nível de abandono e falta de atenção com os bichos seja cada vez menor.

O registro de animais por meio de chips, a educação ambiental, as vacinações, esterilizações e castrações programadas dos bichos – além da preservação de animais silvestres - também fazem parte dos principais objetivos das muitas entidades que atuam na proteção dos animais, assim como a defesa dos bichos explorados pelas indústrias farmacêutica, alimentícia, cosmética e do entretenimento.

Incentivando a adoção de pets no lugar da compra, essas associações visam diminuir o número de animais abandonados nas ruas e, consequentemente, o nível de propagação de zoonozes e outras doenças comuns aos bichos – além de defender a existência de um controle populacional maior em relação aos animais, impedindo que esse tipo de problema se alastre ainda mais em todo o País.

Embora nem todas as entidades envolvidas na proteção de animais contem com serviços de resgate e cuidados com bichos abandonados ou doentes, boa parte delas também atua com ações desse tipo, e chegam a promover campanhas de adoção destes animais - resgatados e devidamente cuidados para que tenham a possibilidade de encontrar um novo lar e viver com saúde e amor.

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Posse responsável de animais

 

Ponto principal de atenção em 100% das entidades protetoras dos animais, a posse responsável destaca uma série de fatores que devem ser levados em consideração antes que uma pessoa compre ou adote um animalzinho para o seu lar. Tendo essas informações em mente, a decisão de um possível properietário de pet é facilitada; pois, a vida de um animal só é saudável e completa quando estas ações e cuidados específicos são executados, e esse deve ser o primeiro fator a se considerar na hora de adicionar um membro de quatro patas à família.

Pensando nisso, a ARCA Brasil – Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal elaborou uma lista com os dez mandamentos da posse responsável, bastante divulgada entre os amantes de pets e que deve ser devidamente seguida para que maus-tratos e, principalmente, o abandono de animais seja amenizado. Confira, abaixo, os itens que compõem essa lista, e analise-a criteriosamente antes de pensar em levar um pet para casa:

  • Um cão vive cerca de 12 anos, e isso deve ser levado em consideração antes de adicionar um pet à família. Saiba se todos da casa concordam com a adoção de um pet e que tipo de providência será tomada em ocasiões que não puder cuidar do animal, como viagens e períodos de férias.
  • Adote um pet de um abrigo – devidamente vacinado e castrado - ao invés de comprar um animal por impulso.
  • Informe-se em relação as principais características e necessidades da raça escolhida antes de levar o animal para casa.
  • Não deixe seu pet solto nas ruas. Passeios são fundamentais para manter a saúde dos animais, mas devem ser feitos sob o controle dos proprietários.
  • Cuide da saúde do seu pet. Alimentação balanceada, atividades físicas, vacinação, abrigo adequado e visitas ao veterinário devem ser preocupações constantes.
  • O lado psicológico dos animais também deve ser levado em conta, portanto, dê bastante carinho e atenção a ele.
  • Eduque o seu animal - por meio de técnicas de adestramento, se for preciso – para evitar problemas, mas sempre respeite as características natas da sua raça.
  • Recolha, sempre, as necessidades do pet, e jogue-as em locais próprios para isso.
  • Identifique seu pet com a ajuda de placas afixadas à coleira ou por meio de microchips. Registre o animal em um Centro de Controle de Zoonozes e se informe em relação às legislações animais específicas do local.
  • Evite a procriação indesejada de seus pets por meio da castração. Essa medida é definitiva e não tem contra-indicações.

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As entidades protetoras dos animais

 

Conforme dito anteriormente, cada estado e município tem entidades locais específicas de proteção aos bichos, e algumas ONGs e associações se destacam nesse trabalho direcionado à saúde, proteção e bem-estar dos animais. Conheça, a seguir, alguns dos mais importantes e conhecidos nomes da sociedade protetora dos animais.

  • CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária

Fundado em 1968, o Conselho Regional de Medicina Veterinária é o órgão responsável pela fiscalização da atuação de médicos veterinários e zootecnistas, protegendo o nome das profissões, representando-os às autoridades e punindo infratores quando necessário.

  • UIPA – União Internacional Protetora dos Animais

Fundada em 30 de maio de 1895, a União Internacional Protetora dos Animais é a mais antiga instituição da categoria, lutando contra o abuso e os maus-tratos a animais de toda espécie na busca pelo bem-estar e a integridade física e emocional deles.

  • ARCA Brasil – Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal

Atuante há mais de vinte anos, a Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal é uma ONG independente e sem fins lucrativos que luta pelo respeito aos direitos dos animais do Brasil.

Tida como modelo nacional, a associação é reconhecida pela OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde pelo seu programa batizado de “Controle Ético das Populações de Cães e Gatos”, e constantemente apresenta novos programas e campanhas que defendem o bem-estar dos animais.

  • APAA – Associação Paulista de Auxílio aos Animais

Fundada em 1995 por um grupo de amantes dos animais, a Associação Paulista de Auxílio aos Animais atua com a ajuda de voluntários e parcerias firmadas com outras ONGs. Desde 2001 realiza procedimentos de esterilização e cirurgias em animais de comunidades carentes, chegando a executar até 450 procedimentos por mês.

A associação conta, ainda, com projetos de conscientização em escolas das comunidades e ações focadas na doação de pets recolhidos pela carrocinha – que já alcançaram resultados bastante positivos em relação à queda do nível de mortalidade dos animais por sacrifício.

As leis no Brasil

Assim com outros países-membros da ONU, o Brasil assinou uma Declaração universal dos direitos dos animais em 1978. Em resumo essa declaração estabelece que:

  • Animais têm direito a vida e ao respeito, como o homem é consciente, ele deve colocar essa capacidade a serviço dos animais;
  • Não devem ser maltratados, mas caso seja necessário sua morte, ela deve ocorrer de forma rápida e indolor;
  • Um animal não deve ser privado de seu ambiente natural e sua liberdade;
  • Quando adotado por um humano, ele tem direito a sua longevidade natural, sendo o abandono do animal um ato degradante e cruel;
  • Animais usados para trabalho devem ter uma alimentação adequada, repouso e limite de intensidade e tempo de trabalho;
  • Experiências que causem sofrimento físico nos animais, independente do caráter, assim como exibições ou uso para divertimento humano são incompatíveis com os direitos dos animais;
  • Animais que serviram de alimentos devem ser bem tratados, evitando sofrimento e ansiedade;
  • Associações de proteção dos animais devem trabalhar junto do governo para criação e cumprimento de leis;
  • Matança de animais selvagens em grande número é genocídio.

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Apesar de todos esses direitos e décadas da assinatura da declaração nosso país se encontra bastante atrasado quando o assunto é leis que protegem os animais e não é incomum convivermos com o abandono, maus-tratos e outros atos contra animais, que podem até causar revolta em muitas pessoas, mas na maior parte das vezes passam sem qualquer punição.

Em nossa Constituição Federal existem leis que protegem os animais, assim como possuímos uma Lei dos Crimes Ambientais, apesar disso, elas ficam em segundo plano e são constantemente ignoradas por quem aplica a lei.  Na Câmara dos Deputados existem diversas leis que buscam os direitos dos animais em trâmite, no entanto, como muitas outras, elas estão há anos nessa situação.

Recentemente, o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, promulgou um projeto de lei que proíbe o uso de animais para testes na indústria de perfumes, cosméticos e higiene pessoal. A partir dessa decisão, São Paulo se torna o primeiro Estado Brasileiro a proibir o uso de animais na produção de produtos estéticos.

Além disso, a Cidade de São Paulo foi a primeira a ter um hospital público para animais, e deve abrir seu segundo em breve.

 

Faça sua parte

Lembre-se que as ONG’s e Sociedades protetoras dos animais que cuidam de animais possuem diversos gastos e cuidados de vários animais ao mesmo tempo, por isso toda ajuda é bem vinda. Muitas pessoas gostam de animais, mas são conscientes de que não podem cuidar de um por diversos motivos – aliás, antes de ter um pet lembre-se de estudar se você realmente pode cuidar de um -, no entanto gostariam de ajudar bichinhos de alguma forma.

Várias Instituições aceitam doações de vários tipos: pode ser seu tempo, fazendo trabalho voluntário, medicamentos, alimentos, produtos de limpeza, entre outros. ONG’S que cuidam de animais aceitam que uma pessoa ajude um animal em específico, servindo de “padrinho” ou “madrinha” dele.

Caso você tenha interesse em contribuir busque na internet sobre as diversas ONG’S e Sociedades e escolha aquela do seu interesse para ajudar da forma que for possível. E saiba que nem todo voluntário precisa necessariamente cuidar dos animais, a pessoa pode também contribuir divulgando e participando de campanhas a favor dos animais.

 

Sua parte também pode ser feita quando você ajuda um bichinho abandonado. Nem sempre é possível adotar um animal por definitivo – algumas vezes por falta de espaço ou por já possuir algum pet que acabaria atacando o novo -, porém é possível ajudar:

  • Você pode servir de lar temporário para o animal, mesmo que ele não vá ficar na sua casa em definitivo é melhor que ele esteja ali do que na rua;
  • Você pode arcar com os custos de uma visita ao médico veterinário para o tratamento de alguma condição mais séria e específica;
  • Muitas ONG’S e sociedades trabalham acima da sua capacidade e não podem recolher todos os animais abandonados, mas ajudam na divulgação do pet que você “adotou” provisoriamente e com a castração gratuita, por exemplo;
  • Sempre que recolher um animal da rua o ideal é que ele seja levado primeiro ao veterinário, assim o profissional pode dizer quais são as condições de saúde dele.

Leia aqui sobre cães vira-latas

Conheça mais o trabalho de uma das sociedades:

Fonte: YouTube



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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas há 6 anos. Dr. Tubaldini é o Diretor de Conteúdo do portal CachorroGato e gestor da equipe de veterinários responsáveis pela ferramenta Dr. Responde.

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