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Raio-X contrastado em cães e gatos

Saiba mais sobre o raio-X contrastado em cães e gatos e de que maneira este exame auxilia o diagnóstico de doenças em pets.

Permitindo a definição de diagnósticos de maneira mais precisa e acertada, a radiografia em animais é uma ferramenta poderosa para a manutenção da saúde dos pets. No entanto, embora esse tipo de exame de imagem propicie uma investigação consideravelmente mais ampla das mais variadas áreas e órgãos do corpo dos bichos, ele se faz de forma estática – então, o uso do contraste é utilizado para possibilitar uma avaliação mais dinâmica de alguns sistemas.

Possibilitando a visão de órgãos e estruturas específicas que não possam ser enxergadas nos exames tradicionais de radiologia, o raio-X contrastado em cães e gatos faz o uso de substâncias especiais (chamadas de ‘contrastes’) para tornar tais áreas visíveis no exame de imagem; permitindo que médicos e profissionais veterinários possam definir diagnósticos de diferentes patologias com muito mais facilidade e certeza.

O bário e o iodo são duas das substâncias mais usadas para promover este contraste e permitir a visualização dos órgãos na hora dos exames de imagem, podendo tanto ser ingeridos como injetados no corpo do animal; dependendo do tipo de exame a ser realizado. Conheça, a seguir, os principais tipos de raio-X contrastado usados para a avaliação da saúde de cachorros e gatos (uretrocistografia, mielografia, urografia excretora, trânsito gastrointestinal e esofagograma), e saiba quais são as suas principais indicações:

  • Uretrocistografia

    Fazendo o uso de solução iodada para promover o contraste, a uretrocistografia é indicada para a investigação da porção final do trato urinário dos animais, incluindo a bexiga e a uretra. Permitindo encontrar algumas alterações na região, como alterações anatômicas como o divertículo vesical e, principalmente, a integridade dessas estruturas após um trauma. Este exame é de execução relativamente simples, e faz o uso de sondas para que a substância de contraste possa ser injetada na uretra do pet até preencher a bexiga.

  • Urografia excretora

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    O contraste nesse tipo de exame também é iodado e injetado no animal de maneira intravenosa. Podendo ser realizada com o animal sob sedação ou não – sem alterar os resultados – o exame é indicado para a análise de regiões que englobam todo o trajeto urinário; incluindo os rins, ureteres, bexiga e a uretra, no momento na micção.

    Permitindo encontrar alterações anatômicas – como o ureter ectópico (que consiste no canal que vai do rim para a bexiga em um local fora do normal) – e a localização de cálculos nos ureteres (pedras originadas nos rins que, na passagem, obstruem o canal que vai do rim à bexiga), o exame também ajuda no diagnóstico da sua integridade; permitindo verificar um possível rompimento em casos de trauma.

    Sua indicação caiu em desuso com o advento da tomografia computadorizada, que promove a avaliação destas estruturas de maneira mais rápida e mais precisa, também com o uso de contraste.

  • Trânsito Gastrointestinal

    O contraste usado é o sulfato de bário, que é administrado por via oral e permite a visualização de seu trajeto do estômago até a porção final do intestino grosso.Podendo então detectar a presença de alguns corpos estranhos, processos obstrutivos ou alterações da motilidade intestinal.

  • Esofagograma

    Devendo ser realizado um exame de raio-X tradicional antes do contrastado, o esofagograma (ou radiologia contrastada do esôfago) em animais pode ser feito com a aplicação de soluções de sulfato de bário (em exames de rotina) ou iodadas (quando há suspeitas de possíveis rupturas da região). Por meio do exame, é possível analisar o trajeto esofágico, áreas de dilatação ou estenose, bem como a presença de corpos estranhos.

  • Mielografia

    Substâncias iodadas são utilizadas para promover o contraste nos exames de mielografia em cães e gatos - injetadas no espaço subaracnóide, onde está o líquor ou líquido cefalorraquidiano - permitindo a investigação do canal medular (ou canal espinhal) do animal.

    Considerando suas limitações e com o advento da Ressonância Magnética, considerada o exame ouro para a avaliação a coluna vertebral, esta técnica caiu em desuso. 



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Saúde do Cachorro, Saúde do Gatos
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV- SP 20.567) formada pela Universidade Estadual de Londrina - PR com Especialização em Radiodiagnóstico pelo Instituto Veterinário de Imagem (IVI). Responsável pelo setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h atuando nas áreas de radiologia, ultrassonografia e ressonância magnética. Dra. Madi é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.

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