Primeiros socorros em casos de queda de cachorro ou gato | CachorroGato

Primeiros socorros em casos de queda de cachorro ou gato

Saiba como agir em casos de queda de cachorro ou gato e quais são os primeiros socorros adequados

É muito comum ouvir que um cachorro caiu da laje ou um gato caiu da janela e, saber que nestes casos o socorro deve ser imediato é importante, já que todos os tutores devem saber como proceder em casos de queda de cachorro ou gato e entender que, quanto antes um animal que tenha sofrido um acidente for socorrido, maiores serão as suas chances de recuperação e sobrevida.

Queda de cachorro ou gato

Para esclarecer o que é realmente importante na hora de acudir uma queda de cachorro ou gato, aprenda o passo a passo dos primeiros socorros que podem fazer toda a diferença nesse tipo de emergência:

  • Caso alguém tenha visto o acidente, verificar qual região do corpo sofreu mais no momento do impacto, evitando causar lesões mais extensas na região
  • Cuidado com a possibilidade de levar mordidas. Caso o animal esteja consciente e inquieto (ou com muita dor) é possível improvisar uma mordaça de compressão com um cadarço ao redor do focinho (na região mais próxima dos olhos); no entanto, é preciso, também, tomar cuidado para não comprometer ainda mais o quadro respiratório do pet acidentado
  • Verifique se o animal está consciente e mantenha o ambiente calmo. É essencial ter algum tipo de suporte (prancha, madeira, etc) ou apoio para facilitar o transporte. Amarrar uma corda ou cinto que passe sobre as regiões de ombro e coxa, deixando livre região torácica e abdominal, é uma boa forma de prendê-lo.
  • Se houver sangramento intenso, é necessário comprimir local acometido com um pano limpo até que o socorro seja feito, com intuito de evitar perda de sangue excessiva
  • Evite a movimentação excessiva da coluna e dos ossos do pet em geral, devido risco de estender lesões ou perfurações. Vale lembrar que caso haja algum material perfurando o animal, ele não deve ser removido, e o pet deve ser transportado até um hospital veterinário para que os devidos cuidados sejam tomados
  • Transportar imediatamente o animal até o hospital veterinário mais próximo é fundamental, já que o resultado de uma queda pode variar entre consequências que vão desde lesões em órgãos internos até fraturas múltiplas.

Primeiros socorros em casos de queda de cão ou gato

Não é incomum que os animais sofram acidentes domésticos por queda – podendo cair dos mais variados locais da casa, como de escadas, construções não concluídas, das sacadas e até da janela do carro em ocasiões de passeio. O importante no prognóstico será a altura da queda e qual foi a região de impacto e, por isso, é importante estar sempre de olho no animal.

As consequências resultantes de uma queda podem ser muitas, e os traumas mais comuns são os seguintes:

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  • Trauma crânio encefálico: caso a região de impacto envolvida seja a da cabeça, pode levar a sangramento ou edema intracraniano, fraturas dentárias e em ossos do rosto e crânio.
  • Trauma torácico: pode gerar, além de fraturas de coluna e costelas, o acúmulo de sangue, ar ou líquido no espaço pleural dos pulmões (alterações conhecidas como hemotórax, pneumotórax, piotórax); hérnia diafragmática; contusão pulmonar; e tromboembolismo pulmonar, entre outros, levando a graves disfunções respiratórias.
  • Trauma abdominal: existem chances de ruptura de órgãos, como bexiga, intestino, vesícula biliar, baço e fígado; além da possibilidade de esmagamento de vísceras e hemorragias provocadas por lesões em importantes veias ou artérias.
  • Trauma pélvico: está associado as fraturas de ossos da perna e coxal e tromboembolismo gorduroso, entre outros.
  • Trauma espinhal (lesão medular cervical, torácico, lombar): pode provocar luxação ou fratura de coluna e, em sua consequência mais grave, pode deixar o animal paraplégico ou tetraplégico. 

Socorro para queda de cachorro ou gato

Dependendo da condição clínica do animal, serão realizados exames de imagem para localização das lesões consequentes à queda. Em um primeiro momento, exames como radiografia e ultrassom abdominal auxiliam no diagnóstico rápido para posterior tratamento das alterações provocadas pelo trauma. Dependendo da suspeita, podem ser necessários exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética - além de exames de sangue como hemograma, para a avaliação da função hepática e renal, entre outros.

Diante da necessidade ou gravidade da queda do cão ou gato, devem ser avaliados possibilidades de lesões que exijam correção por procedimento cirúrgico (ruptura de órgão, perfurações torácicas) ou procedimentos emergenciais (drenagem torácica e abdominal) que, por meio da retirada do excesso de líquidos e secreções da região torácica ou abdominal, trarão conforto respiratório para o acidentado.

Uma curiosidade de importância grande é que, quando nos referimos aos gatos, é uma queda de grandes alturas (acima do sétimo andar) pode fazer com que o bichano apresente um mecanismo conhecido como “síndrome do gato paraquedista”: onde o felino tem mais chance de sobreviver pois consegue se reposicionar (pelo tempo de queda), em posição quadripde; esticando braços e pernas para “voar” e cair com redução na velocidade.

Nestes casos, o resultado destaca lesões geralmente menores (pois o atrito será dividido pelo corpo) do que nos traumas por quedas de altura pequena, já que quanto menor a altura, mais difícil de que o animal se reposicione.

É de extrema importância, por tanto, o acompanhamento de um médico veterinário no socorro do pet para que haja sucesso no tratamento; tendo em vista que alguns animais, dependendo da gravidade do quadro, necessitam de alguns dias de internação para correção das alterações causadas pela queda e para a diminuição dos riscos de óbito.

 



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Saúde do Cachorro, Saúde do Gatos
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV-SP 25380) formada pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista (FESB). Especialização em Emergências e Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA). Prêmio internacional em concurso de Bem-Estar Animal pela World Society for the Protection of Animals (WSPA). Responsável e membro da equipe de médicos veterinários intensivistas do Intensive Home Care, atuando nas áreas de emergência e terapia intensiva, na região de São Paulo.

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