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Parto de cadelas ou gatas

Saiba como agir para que o parto de cadelas ou gatas seja o mais tranquilo possível e sem acidentes inesperados

O que seria um momento mágico, como o acompanhamentodo nascimento de filhotes de animais, pode ser tornar um verdadeiro pesadelo ao vermos o sofrimento das crias ou de suas mães e; por isso, é fundamental que os tutores de pets saibam como deve ser o parto de cadelas ou gatas.

Embora a gravidez de animais logo remeta a imagem de filhotinhos saudáveis, existem algumas questões devem ser consideradas em relação a futura mãe para que o parto ocorra sem problemas, e garantir uma boa condição nutricional da fêmea antes, durante e após gestaçãopode fazer toda a diferença no parto de cadelas ou gatas.

Dito isso, fica fácil entender que contar com o acompanhamento de um profissional veterinário durante a gestação do animal é importante para garantir a ausência de anormalidades anatômicas ecertificar-se da existência de uma cintura pélvica que facilite a passagem dos filhotes durante o parto – sabendo sea dilatação do canal intrapélvico e o tempo (e intensidade)entre as contrações é adequado, além de ter certeza de quea postura do corpo fetal e o tamanho da cria é próximo do habitual.

Parto de cadelas ou gatas

Para que problemas sejam evitados na hora do parto de fêmeas caninas ou felinas é preciso garanbtir que os passos a seguir sejam levados em consideração:

  • Propricie um ambiente livre de estresse e de pessoas estranhas, onde a cadela ou gata se sinta protegida
  • Caso seja o primeiro parto da mãe, é importante que, sem muita invasão no ambiente de parto, ela seja acompanhada - pois fêmeas sem instinto materno podem não realizar um cuidado pós parto adequado, colocando em risco a vida dos filhotes
  • São considerados sinais que o partonão ocorrerá como esperado, e que será necessário ajuda de um serviço emergencial veterinário quando notamos: - contrações abdominais fortes e de frequência significativa (intervalos de 30 minutos) sem que o ocorra a expulsão do feto - intervalos maiores do que 4 horas do nascimento de um filhote para outro - presença de secreção com características de elementos fetais saindo pela vulva (sem que exista o nascimento do filhote nas próximas 2 horas) - gestação muito longa (acima de 63 dias) - contrações fracas demonstrando incapacidade de expulsão fetal - presença de secreção purulenta ou sanguinolenta - visualização do feto preso na região vulvar com expulsão comprometida
  • Em casos de complicação, leve a fêmea, imediatamente, ao hospital veterinário mais próximo para que sejam realizados procedimentos necessários - que a ajudarão a ter os filhotes sem maiores lesões e riscos

Dentre as complicações de gestação e trabalho de parto em cadelas e gatas, podemos citar as seguintes:

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  • Inércia uterina: pode ser primária, causando a ineficiência do músculo do útero em produzir contrações significativas para que se inicie o trabalho de parto; ou secundária – gerando a incapacidade de continuar com o parto após parição de ninhadas numerosas ou dificultosas. Ambas as formas se caracterizam pela ausência de sinais de parto ou contrações uterinas.
  • Deslocamento placentário prematuro: presença de secreção verde-enegrecida na região vulvar, sinalizada pela lambedura constante e ausência de sintomas de parto.
  • Torção uterina: pode ocorrer em um ou ambos os cornos do úteroe pode acontecer nos estágios finais da gestação (último terço), principalmente, em fêmeas que apresentam inquietude e agitação.
  • Ruptura de útero:quadro apresentado em traumas agressivos ou uso errôneo da medicação que auxilia no estímulo da contração (ocitocina). Pode destacar barriga mais distendida, hemorragia ou outras secreções vaginais.
  • Estresse ou angústia fetal: ocorre quando o monitoramento mostra uma frequência fetal abaixo de 180 batimentos por minuto. Está relacionada ao parto prolongado, inércia uterina primária, doenças infecciosas, atonia primária ou secundária.

Parto de fêmeas cadelas ou felinas

É conhecido como distocia um parto que necessite de procedimentos ou intervenções cirúrgicas e não possa ser realizado somente com as contrações maternas. Causas ambientais como a presença de pessoas não queridas ou desconhecidas, estresse excessivo ou local inadequado para o parto podem provocar o quadro, assim como causas não ambientais – incluindo torção uterina, prolapso uterino, presença de tumores no canal do parto, ruptura uterina, alterações de apresentação e tamanho do feto ou, ainda, problemas ósseos (fraturas, doenças óssea, imaturidade ou alteração na conformidade da pelve) relacionados a fêmea.

Na presença de qualquer um dos problemas, é indispensável a procura de um hospital veterinário, afim de identificar o problema e tentar corrigí-lo a tempo; visto que o índice de mortalidade aumenta a medida que o tempo passa e a condição se agrava.

Alguns dos cuidados maternos imediatos, citados anteriormente, diretamente relacionados com o instinto são: após o feto passar pela vulva, um processo de limpeza e estimulação são iniciados pela mãe, como rompimento de envoltórios do fetais e do cordão umbilical; além da lambedura (que irá auxiliar no estimulo cardiorrespiratório e de órgãos da região abdominal) e da limpeza de narinas e boca.

Com o término do parto da cadela ou gata, o filhote é esquentado pelo calor de sua genitora, que o aproxima das mamas para que ingira o colostro -fonte de energia (carboidratos), anticorpos e necessário para manutenção do volume de sanguíneo corpóreo da cria, garantindo os elementos necessários para sua saúde.



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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV-SP 25380) formada pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista (FESB). Especialização em Emergências e Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA). Prêmio internacional em concurso de Bem-Estar Animal pela World Society for the Protection of Animals (WSPA). Responsável e membro da equipe de médicos veterinários intensivistas do Intensive Home Care, atuando nas áreas de emergência e terapia intensiva, na região de São Paulo.

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