Parada Cardio-respiratória (PCR) em animais | CachorroGato

Parada Cardio-respiratória (PCR) em animais

Saiba como agir em casos de parada cardiorrespiratória em animais caninos ou felinos

Uma urgência de grande importância na medicina veterinária é a parada cardiorrespiratória (PCR) em animais, sendo este um acontecimento repentino e que pode levar o cão ou gato a morte - ocorre de forma diferente dos casos em que já há uma evolução natural de piora em função de uma doença pré-existente.

Sendo uma condição que exige preparo prévio do médico veterinário, a parada cardiorrespiratória (PCR) em animais é um quadro que deve ser atendido na sala de emergências com a maior agilidade possível; aumentando, assim, as chances de sobrevivência do cachorro ou gato afetado.

Parada Cardio-respiratória (PCR) em animais

Para tentar evitar maiores complicações e fazer o possível para salvar a vida do animal afetado, o procedimento correto em casos de suspeita de parada cardiorrespiratória em cães e gatos é o seguinte:

  • Manter pescoço do animal estendido, facilitando a entrada de ar direcionado aos pulmões
  • Levar o animal, imediatamente, ao hospital veterinário mais próximo para a realização de manobras necessárias e cuidados intensivos posteriores
  • Se tiver mais de um socorrista no caso, enquanto um for em direção ao socorro especializado, o outro deverá manter o animal em posição lateral, tracionando os braços para trás para localização aproximada do coração. O socorrista deverá colocar uma mão em cima da outra, mantendo os cotovelos esticados, e iniciar compressões na região torácica seguidas de descompressões, afim de simular o movimento cardíaco (massagem cardíaca).Isso deverá se manter até a entrada do animal no pronto atendimento.
  • A massagem cardíaca nos cães pequenos ou filhotes de gatos deve ser feita numa frequência de 120-200 compressões por minuto, enquanto 100-120 movimentos por minutos são adequados para animais de porte médio - e as raças grandes ou gigantes precisam de 80 compressões por minuto
  • Não é indicado realizar a manobra respiratória (boca a boca ou boca-fucinho) nestes casos, visto que o ar ofertado pelo nosso pulmão não será rico em oxigênio como o que o pet deve receber nesse momento de falha circulatória – havendo, ainda, riscos de contaminação

Parada Cardiorrespiratória em cães e gatos

Com a falta do funcionamento cardiocirculatório e respiratório (PCR) instalada no cão ou gato, é necessário que sejam feitas as manobras de reanimação cardiopulmonar para recuperar a circulação sanguínea do animal sem que o organismo sofra as consequências pela falta de oxigênio.

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Para que a reanimação seja realizada com maior chance de sucesso, eladeve ser feita em um hospital veterinário com recursos adequados, e o médico veterinário deve ser previamente treinado para execução desse tipo de procedimento emergencial.

Vale lembrar queo motivo pelo qual a parada cardiorrespiratória foi desencadeada e o tempo de sua persistência são fatores de grande impacto no prognóstico do caso, pois, devido a complexidade da urgência, se não tratada imediatamente, pode ter resultados bastantedesfavoráveis – levando em conta que, mesmo nos pacientes atendidos com rapidez e precisão podem sofrer danos neurológicos irreversíveis devido a falta de oxigenação celular.

Alguns dos motivos causadores da parada cardiorrespiratória (PCR) em cães e gatos são:

  • Obstrução respiratória
  • Traumas graves causados por queda ou atropelamento (pneumotórax, ruptura de órgãos)
  • Processos alérgicos
  • Afogamento
  • Intermação
  • Drogas anestésicas
  • Queimaduras extensas

Todavia, ocorrendo uma resposta positiva em relação as manobras realizadas no hospital veterinário, a internação dos cães e gatos acometidos pela parada cardiorrespiratória faz-se fundamental;já que existe a possibilidade de novas ocorrências por conta da instabilidade causada no organismo.

Parada Cardiorrespiratória (PCR) em cachorros e gatos

Exemplos de manobras instituídas na reanimação cardiorrespiratória (RCP)

Após a chegada do resgatado ao local de socorro mais próximo, serão iniciados processos que envolvem vários setores de um mesmo hospital, e até a percepção da gravidade do caso pelos funcionários da recepção - fazendo a mobilização da equipe disponível para realização da avaliação e de tentativa de reanimação do pet – podem influir no resultado do atendimento.

Quanto maior a equipe envolvida na reanimação, maior o número de procedimentos realizados ao mesmo tempo - que podem envolver massagens (compressões) no tórax;desobstrução da via respiratóriacom posterior intubação traqueal e ventilação manual (por ambu), para aumentar a oferta de oxigênio para os tecidos; colocação de cateteres em veia ou artéria para realização de medicações que tentem restaurar a função cardiocirculatória; e a realização de exames para o monitoramento das funções vitais do animal.

Em alguns casos especiais, como os de obesidade mórbida, pneumotórax, efusão pericárdica e pleural, hérnia diafragmática e em cães de tórax profundo (hounds), existe a indicação do procedimento de massagem cardíaca interna - que consiste na abertura do tórax do animal para compressão manual interna do coração, que deve ser executados por um médico veterinário especializado e dentro de um ambiente cirúrgico, afim de evitar complicações infecciosas.

Para que essa gama de procedimentos seja realizada, ouso de equipamentos que monitorem a frequência e ritmo elétrico cardíaco (avaliando presença de arritmias), pressão arterial, a quantidade de oxigênio nas células sanguíneas (oxímetro), ventiladores mecânicos (respiração articial), bombas de infusão (com medicações que ajudem a manter a pressão arterial), desfibrilador (dependendo de qual alteração elétrica cardíaca tenha iniciado a parada), entre outros, é essencial.

Portanto, a parada cardiorrespiratória é uma emergência veterinária que requer atendimento imediato, além de um preparo prévio da equipe envolvida nos procedimentos que tentarão recuperar a vida do paciente.

 



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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV-SP 25380) formada pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista (FESB). Especialização em Emergências e Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA). Prêmio internacional em concurso de Bem-Estar Animal pela World Society for the Protection of Animals (WSPA). Responsável e membro da equipe de médicos veterinários intensivistas do Intensive Home Care, atuando nas áreas de emergência e terapia intensiva, na região de São Paulo.

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