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Neurologista veterinário uma especialidade que ajuda cada vez mais

Saiba de que forma o neurologista veterinário pode ajudar seu cão ou gato com problemas no sistema nervoso central e periférico e em que situações este especialista veterinário é mais indicado.

Composto por tecidos delicados e responsáveis pela coordenação de músculos, movimentação de órgãos e geração de estímulos corporais diversos, o sistema nervoso dos animais pode sofrer lesões  e  causar sintomas dos mais diversos quando afetado. No entanto, atualmente, já há o neurologista veterinário para ajudar a solucionar as complicações que ocorrem em função da falha no sistema nervoso dos cães e gatos - sabendo que caminhos seguir para encontrar a origem de diferentes patologias e amenizar as conseqüências geradas por problemas neurológicos.

Embora os delicados tecidos do sistema nervoso dos animais sejam dificilmente regenerados, é justamente o especialista neurologista veterinário quem pode realizar os diagnósticos e procedimentos que gerem alguma chance de recuperação dos componentes dessa área tão complexa; promovendo um pouco mais de bem-estar e qualidade de vida para os animais.

Levando em conta o fato de que, hoje, cerca de 10% dos casos de pets de pequeno porte atendidos em clínicas e hospitais para animais são relacionados à neurologia, fica ainda mais clara a importância representada por este especialista no mundo da medicina veterinária – e, de olho nisso, cada vez mais cursos de capacitação de profissionais são abertos para esta área específica.

Necessitando de médicos veterinários amplamente qualificados, a área da neurologia para cães e gatos envolve uma série de exames específicos e procedimentos delicados; e somente um profissional capaz de compreender e interpretar de maneira certeira. os sintomas demonstrado pelo animal desvendando a complexidade dos exames neurológicos em animais pode ajudar a solucionar, ou mesmo, amenizar os mais variados problemas dessa origem.

Conheça, neste artigo, um pouco mais sobre o trabalho e a atuação dos neurologistas veterinários, e fique por dentro dos tipos de problema que estes profissionais especialistas podem ajudar a solucionar na vida do seu pet; promovendo mais bem-estar e tranqüilidade no dia-a-dia dos animais acometidos pelos mais diversos problemas neurológicos.

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Neurologia para cães e gatos

Englobando todo o sistema nervoso central dos animais – composto por medula espinhal, cérebro, cerebelo, sistema nervoso periférico (constituído por nervos, fibras motoras e sensitivas) e tronco encefálico – a especialidade da neurologia veterinária é a grande responsável pela avaliação e os tratamentos de problemas que vão desde a hérnia de disco até a epilepsia em animais.

Contando com equipamentos de tecnologia cada vez mais avançada, a medicina veterinária focada na neurologia já tem, hoje, a ajuda de exames de imagem com resultados claros que - quando interpretados por profissionais capacitados, dão a chance de que diagnósticos precisos e certeiros sejam feitos; indicando, desta forma, os melhores caminhos para que uma solução possa ser encontrada para o caso específico.

Embora o sistema nervoso central dos animais seja extremamente complexo e delicado, boa parte das doenças e problemas em animais de pequeno porte relacionados à neurologia podem ser tratados e melhorados de maneira significativa – especialmente quando há a possibilidade de um diagnóstico precoce, dando a oportunidade de que um tratamento seja iniciado de maneira imediata e, com isso, possa obter resultados melhores e mais rápidos.

Por outro lado, no entanto, as disfunções neurológicas também podem ser responsáveis por provocar seqüelas importantes e permanentes nos cães e gatos que não tiverem o atendimento correto e precoce – que envolve, principalmente, a localização de possíveis lesões nas áreas englobadas pela especialidade.

Muitas vezes acredita-se, que a causa da mudança no comportamento ou no andar do animal esteja relacionado à estímulos externos ou idade do animal. Podem sim estar correlacionado, mas são os primeiros sinais demostrados pelo animais e poucas vezes é  interpretado como uma alteração neurológica.

Exames diagnósticos ligados à neurologia veterinária

Conforme citado anteriormente, os exames de imagem relacionados à neurologia veterinária são considerados as ferramentas mais importantes para diagnosticar e saber de que forma tratar os animais acometidos por alguma disfunção do tipo. Atualmente, há quatro tipos específicos de exames capazes de dar uma boa ideia aos profissionais de que tipo de complicação está presente no animal e de como proceder no seu tratamento; conforme exposto a seguir:

  • Ressonância Magnética (RM)
    Possibilitando a visualização de órgãos e de toda a região interna do corpo dos animais, a ressonância magnética permite, ainda, a investigação de diferentes variações químicas e físicas dos tecidos do organismo; mostrando o comportamento das moléculas que compõem os tecidos e órgãos por meio da ação do campo magnético criado pelo equipamento de ressonância. 
  • Tomografia Computadorizada (TC)
    De realização simples e não invasiva para os animais, a tomografia computadorizada é realizada com anestésicos para que o paciente fique imóvel enquanto as imagens do exame são feitas. Fazendo o uso das mesmas bases usadas para a realização dos exames de radiografia, a tomografia permite uma análise mais profunda do corpo de cães e gatos; proporcionando a oportunidade da investigação de possíveis alterações ou disfunções em regiões que incluem tanto a estrutura óssea do animal como órgãos diversos, incluindo pulmões e fígado.
  • Mielografia
    Indicado para animais com suspeita de lesões ou compressões na região da medula espinhal é utilizado principalmente quando não se tem acesso a exames mais modernos como ressonância magnética e tomografia computadorizada, o exame de mielografia permite a análise da região por meio de injeção de contraste em torno da medula espinhal paciente e com o uso do Raio-X ou tomografia computadorizada; permitem uma visualização mais concreta da determinada área onde há a suspeita de alteração. A mielografia pode ser útil na identificação de tumores e  hérnia de disco  no canal vertebral, entre outras complicações.
  • Analise de Liquor ou liquidocefaloraquidiano (LCR)
    É o liquido que proteje e envolve o cérebro, quando o sistema nervosos apresenta alguma alteração ele também se altera. E aanálise laboratorial do líquor permite a obtenção de informações importantes,  para definição de diagnóstico e de conduta terapêutica, e consiste em uma avaliação microbiológica, bioquímica e citológica, a qual engloba desde aspectos físicos da  amostra até contagens globais e diferenciais das células presentes. Podendo assim colaborar no diasgnotico de: meningites, meningoencefalites e tumores.
  • Eletroneuromiografia (ENMG)
    Através deste exame, é possível detectar distúrbios no sistema nervoso periférico permitindo sua localização e caracterização, que ajuda no direcionamento da investigação etiológica da doença, podendo ainda fornecer informações quanto ao prognóstico da lesão. Consiste na avaliaçã da função dos nervos periféricos, da junção neuromuscular e dos músculos. É importante  na investigação de lesões focais como radiculopatias, plexopatias,  outras neuropatias traumáticas e compressivas. O exame também é útil para o diagnóstico das polineuropatias e mononeurites múltiplas e na investigação de fraqueza muscular de origem periférica.

Sintomas mais comuns em função de alterações neurológicas

Assim como no caso de outras patologias, as complicações de origem neurológica contam com um conjunto de sintomas bastante comuns, que incluem desde a falta de coordenação dos animais até mudanças de comportamento. Confira, na lista a seguir, alguns dos sintomas mais comuns em cães e gatos com complicações neurológicas:

  • Dor
  • Convulsão
  • Andar compulsivo
  • Claudicação (andar manco)
  • Agressividade
  • Latir ou miar com freqüência altíssima (compulsivamente)
  • Perseguir o próprio rabo (andar em círculos)
  • Insônia
  • Movimentos involuntários
  • Falta de força nos membros (fraqueza)
  • Andar arrastando as patas
  • Paralisia de um ou mais membros
  • Permanência do animal por longos períodos em um só lugar ou canto
  • Ficar preso em cantos
  • Episódios de cegueira
  • Falta de coordenação
  • Dificuldade para respirar
  • Dificuldade pra engolir e se alimentar (Deglutir)
  • Perda de equilíbrio
  • Permanecer com a cabeça inclinada
  • Quedas sem motivo aparente
  • Andar batendo nos móveis ou paredes
  • Tremores
  • Surdez
  • Intolerância a exercícios físicos

Principais disfunções de origem neurológica em cães e gatos

Gerando os sintomas descrito acima, as doenças de origem neurológica podem ser bastante variadas e causar problemas dos mais diversos – que afetam desde a capacidade de mobilidade até o comportamento dos cães e gatos com o sistema nervoso central comprometido; prejudicando de maneira significativa o nível de qualidade de vida e bem-estar do pet.

Podendo atingir cães e gatos em qualquer idade, os problemas neurológicos também costumam destacar uma propensão maior para acometer algumas determinadas raças caninas, incluindo nomes populares e queridos como Dachshund(teckel), Maltês, Buldogues, Yorkshire, Pinscher, Rotweiller e Golden Retriever.

Nos animais de pequeno porte das raças citadas, as disfunções neurológicas geralmente são ligadas à crises convulsivas, alterações congênitas e hérnias de disco (no caso dos cães como o Dachshund, que possui uma coluna vertebral mais alongada); enquanto os animais de grande porte, como Rotweiller e Labrador Retriever costumam sofrer com complicações mais ligadas à mobilidade, como a Síndrome de Wobbler; que causa tremores no andar e a paralisia, entre outras conseqüências para o pet.

Confira, a seguir, alguns dos problemas mais comumente vistos no mundo da medicina veterinária que ocorrem em função de alterações e disfunções neurológicas:

  • Hérnia de disco
  • Tumores
  • Epilepsia
  • Meningite
  • Encefalites
  • Derrames (acidentes vasculares (AVC)
  • Disfunção cognitiva
  • Meningoencefalite necrotizante
  • Síndrome de Wobbler
  • Alterações hormonais (metabólicas)



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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas há 6 anos. Dr. Tubaldini é o Diretor de Conteúdo do portal CachorroGato e gestor da equipe de veterinários responsáveis pela ferramenta Dr. Responde.

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