Emergência veterinária: O salva-vidas de pets em momentos de urgência | CachorroGato

Emergência veterinária: O salva-vidas de pets em momentos de urgência

Saiba de que forma a especialidade da emergência veterinária pode fazer a diferença entre a vida e a morte do seu pet

Bastante comum no mundo dos bichinhos de estimação caninos e felinos, a emergência veterinária consiste no tipo de situação que exige medidas rápidas e precisas para salvar a vida dos animais; necessitando de profissionais bem treinados e capacitados para diagnosticar a gravidade dos problemas apresentados e realizar os procedimentos necessários para manter a saúde e a vida dos pets prejudicados.

Englobando ocorrências das mais diversas – que incluem desde ferimentos decorrentes de brigas ou quedas até episódios convulsivos e paradas cardiorrespiratórias – a emergência veterinária é uma situação que requer a atenção focada e total dos profissionais que socorrem os bichos, já que, nesse tipo de ocorrência, cada segundo é extremamente valioso.

Conhecida universalmente, tanto na medicina humana quanto na veterinária, pelo nome  ‘thegolden hour’ (na tradução: hora de ouro), a primeira hora do animal após um acidente é considerada a mais importante para que a diferença entre a vida e a morte seja efetiva – já que é, justamente, durante este período, que as medidas, manobras e tratamentos sintomáticos tomados para salvar o bicho, são mais decisivas no seu quadro geral de saúde; exigindo, portanto, que toda a atenção e monitoração do profissional esteja voltada ao pet que sofreu um acidente.

Emergência veterinária

Como o metabolismo de cada animal funciona de maneira diferente, essa ‘hora de ouro’ pode ser mais longa em alguns pets – da mesma forma que pode ser mais curta em outros – e, por isso, é essencial que os profissionais que atuam no atendimento emergencial sejam totalmente capacitados; já que, neste momento, qualquer erro pode ser muito significativo para a recuperação ou piora do animal atendido.

Levando em conta as informações descritas anteriormente, fica clara a importância de que haja profissionais e estrutura preparados para e o atendimento emergencial; permitindo que este seja feito de maneira correta e que possa, de fato, salvar a vida do pet doente. Confira, a seguir, mais alguns detalhes importantes sobre o diagnóstico, o atendimento e as principais emergências veterinárias dos dias de hoje.

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Diagnóstico de emergência veterinária

Para que seja possível oferecer o atendimento rápido e eficiente de um pet em estado de emergência, é fundamental que seja feito um diagnóstico preciso e concreto dos problemas que afetam o animal – indicando que tipo de medidas e precauções devem ser tomadas.

Tendo em mente o fato de que a primeira hora após a ocorrência (a ‘hora de ouro’) é a mais importante para definir o futuro e as chances de recuperação dos animais, fica claro que um diagnóstico preciso é essencial para que o atendimento possa ser feito de maneira correta e; para que isso seja possível, contar com profissionais bem preparados e atentos é fundamental – já que eles devem ter a capacidade de entender o problema ocorrido de forma quase imediata e, com isso, poder iniciar um tratamento.

Além de profissionais capacitados, também é de absoluta importância que o hospital ou clínica onde o atendimento for realizado conte com os equipamentos e ferramentas necessárias para a realização de diagnósticos – sendo que, em função disso, muitos dos estabelecimentos que prestam esse tipo de serviço emergencial já contam, até mesmo, com laboratórios de emergência; possibilitando avaliações ainda mais profundas sobre o estado de saúde do cão ou gato debilitado.

Lembrando que, muitas clínicas e pet shops minimamente equipados, mesmo sem estruturas para diagnósticos efetivos, podem e devem realizar uma primeira estabilização do quadro do paciente, e rapidamente, encaminharem para centros ou hospitais mais capacitados, já que muitas vezes, o proprietário só conhece ou o local mais próximo, é onde o seu pet toma banho rotineiramente.

Fatores fundamentais no atendimento da emergência veterinária

Conforme os dados expostos anteriormente, contar com profissionais e equipamentos de grande capacidade diagnóstica são alguns dos fatores mais importantes na hora da emergência veterinária. No entanto, uma série de outros elementos também pode fazer uma grande diferença nesse tipo de situação, e até as condições financeiras do dono do pet podem influir de maneira significativa no seu atendimento.

Atendimento emergencial veterinário

Embora muitas providências possam ser tomadas para salvar a vida de um animal sem que haja a necessidade de gastos muito grandes; há situações em que contar com quantias maiores de fundos disponíveis pode ajudar muito no tratamento dos pets – já que, enquanto algumas providências consideradas ‘mais baratas’ possam melhorar a situação do paciente, outras que necessitam que o proprietário desembolse quantias maiores podem, em muitos casos, ser ainda mais eficientes.

Além dos fatores já descritos, contar com salas de emergência e centros cirúrgicos completamente preparados também é fundamental para que esse tipo de atendimento possa ter resultados positivos. Equipamentos veterinários, instrumentos para cirurgias e suturas, seringas com drogas de pronto-atendimento e ferramentas de higiene e segurança devem estar sempre preparados e ao alcance dos profissionais da emergência veterinária – possibilitando que os atendimentos em caráter de urgência sejam feitos, de fato, de maneira imediata.

Principais emergências veterinárias em cães e gatos

Tendo em mente o caráter de urgência que se apresenta nas emergências veterinárias, é possível entender que esse tipo de situação é sempre grave e representa riscos de vida para os animais prejudicados. Acidentes do dia-a-dia e outros mais incomuns podem fazer parte da lista de causas que levam os animais a precisar desse atendimento importante e, a seguir, você confere alguns dos motivos mais comuns entre os muitos que levam os pets às emergências veterinárias:

  • Intoxicação por venenos
    Quem está ligado no mundo dos animais já sabe que o envenenamento de cães e gatos não é algo muito incomum – ocorrendo ele em função de acidentes ou por meio de atos criminosos – e a maior incidência desse tipo de caso acontece com alguns dos mais conhecidos produtos para exterminar ratos, como o famoso chumbinho ou os chamados de dicumarínicos. Provocando efeitos devastadores nos animais que ingerem esse tipo de produto em um período que varia entre cinco e dez minutos após a ingestão, os venenos de rato causam desde vômitos e diarreias até convulsões e tremores fortes – podendo levar o animal à morte em pouco tempo (já que causa lesões graves em órgãos importantes como rins, fígado e pulmões), dependendo da quantidade da substância ingerida e do porte do animal intoxicado.

  • Ingestão de corpos estranhos
    Embora se comuniquem de diferentes maneiras, os cães e gatos não conseguem relatar seus problemas, e a ingestão de objetos das mais variáveis naturezas é uma ocorrência comum no mundo pet – já que, levados pela curiosidade, muitos cães e gatos podem acabar comendo itens nada recomendáveis. Podendo causar sinais que vão desde um simples mal estar até o óbito, a ingestão de materiais e produtos estranhos (incluindo metais, plásticos, panos, ossos e madeiras, entre outros) pode causar complicações graves e, inclusive lesionar de maneira significativa a região gastrointestinal do pet. Perda de apetite, aumento de volume abdominal, salivação exagerada, vômitos e diarreia são alguns dos sinais mais clássicos desse tipo de ocorrência.

  • Obstrução urinária
    Bastante comum no mundo felino, a obstrução urinária é um problema que ocorre no trato urinário dos gatos e causa a obstrução das vias urinárias do animal, como uretra e ureteres. Fazendo com que o pet exiba grande dificuldade e dor ao urinar, esse quadro específico pode fazer com que o bichano não consiga esvaziar a sua bexiga por períodos prolongados, provocando a sua morte nos casos em que o atendimento emergencial não é realizado.

  • Hipertermia por insolação ou intermação
    A exposição ao sol quente por períodos prolongados, a prática de exercícios neste mesmo tipo de clima e a permanência e pets em ambientes fechados sob essas condições pode provocar a insolação ou intermação dos cães e gatos – que têm a temperatura de seus corpos aumentada de maneira considerável, gerando sintomas que vão desde vômito e vermelhidão nas orelhas até convulsões (podendo chegar ao óbito caso o problema não seja tratado com rapidez e eficácia).

  • Reações alérgicas
    Podendo ocorrer em qualquer idade ou raça de cães e gatos, a reações alérgicas também devem ser tratadas com caráter emergencial, causando sintomas que vão desde uma simples coceira até a obstrução das vias respiratórias (em função do inchaço da laringe), convulsões e o colapso cardiovascular – que podem, em muitos casos, levar o animal à óbito. Alimentos, picadas de insetos e contato com plantas são algumas das causas desse tipo de problema e, por isso, é sempre necessário ficar atento aos ambientes em que o seu pet circula – podendo preveni-lo desse tipo de complicação.

  • Atropelamentos
    Infelizmente, esse tipo de acidente pode acometer muitos cães e gatos – que, curiosos, correm para a rua e acabam atropelados. Podendo causar todo tipo de lesão e fratura, esse tipo de ocorrência deve ser tratado imediatamente para que o animal tenha chances de recuperação.

  • Quedas
    Simples ou de alturas muito grandes, as quedas também fazem parte da lista de situações mais comuns que levam os pets ao atendimento emergencial – podendo causar desde fraturas nos membros até problemas mais graves na porção interna dos pets, dependendo da gravidade do acidente.

  • Partos
    Assim como no mundo dos humanos, uma série de problemas pode ocorrer na hora do nascimento de filhotes de cães e gatos – sendo que uma cesariana pode ser indicada em muitos caos para salvar a vida de fêmeas e suas crias.

  • Brigas
    Os confrontos entre cães, entre gatos e entre cães e gatos podem provocar resultados bastante preocupantes – especialmente quando os animais envolvidos na desavença são do tipo com grande pressão de mordida ou contaminados por alguma doença.

Embora, em muitos casos, esse tipo de confusão resulte apenas em alguns arranhões; as conseqüências podem ser bastante graves em outros, necessitando de profissionais da emergência veterinária. Ressaltando, que esse tipo de trauma, nos casos mais intensos, podem resultar numa ferida conhecida como “iceberg”, onde é notada apenas um furo, um buraco pequeno no ponto de mordedura, e por dentro, rupturas e lesões de órgãos internos.

A especialidade da emergência veterinária

  • Picadas por insetos e animais peçonhentos
    Podendo causar alergias simples ou muito graves, a picada de insetos ou animais peçonhentos em pets tem conseqüências que variam de acordo com o tamanho do animal prejudicado e, ainda, com o seu nível de imunidade. Enquanto formigas e mosquitos, na maior parte dos casos, não causam reações muito significativas; escorpiões e cobras podem causar conseqüências terríveis para os animais, desencadeando choques anafiláticos e, consequentemente, a morte do pet. Os sintomas de reações nos animais em função de picadas de insetos e animais peçonhentos são bastante variados, e também incluem tremores, inchaços na região picada, vômitos, diarreias e dificuldades respiratórias.

  • Episódios epiléticos
    Convulsões podem ser o primeiro sinal de uma série de problemas neurológicos graves na vida de pets, e merecem muita atenção – já que, em alguns casos, quadros graves só apresentam sintomas desse tipo quando em estágios muito avançados, necessitando de medidas rápidas e precisas para manter ou recuperar a saúde plena do animal.

  • Desmaios ou síncopes
    Também podendo representar indícios de diferentes problemas e complicações sérias, os desmaios ou sincopes devem ser tratados com atenção – podendo, desta forma, prevenir a ocorrência e o desenvolvimento de problemas ainda mais graves.

  • Parada cardiorrespiratória
    Podendo levar o cães ou gatos ao óbito em pouco tempo (ou até de forma imediata), a parada cardiorrespiratória é um sintoma absolutamente grave e que merece atendimento em caráter de urgência para que o animal tenha chances maiores de sobrevida e recuperação.

  • Distrição respiratória
    Comum em cães de raças braquicefálicas (de focinho achatado), a distrição respiratória representa uma grande dificuldade na respiração dos animais, que podem sofrer com a hipóxia (diminuição de oxigênio) em função de atividades físicas ou agitações maiores, traumas torácicos ou abdominais graves – devendo ser solucionadas prontamente pelos profissionais da emergência veterinária, já que representam grandes riscos para os pets.

  • Diarréias e vômitos
    Sinais presentes no grupo de sintomas das mais variadas patologias (sejam elas neurológicas, virais ou bacterianas, entre ouras naturezas), as diarreias e vômitos devem ser analisadas com atenção pelos profissionais de emergência – já que podem tanto dar indícios de doenças graves como, também, provocar a desidratação do animal (o que pode levá-lo à morte em questão de horas, dependendo do nível de gravidade do quadro).



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Sobre o autor

Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas há 6 anos. Dr. Tubaldini é o Diretor de Conteúdo do portal CachorroGato e gestor da equipe de veterinários responsáveis pela ferramenta Dr. Responde.

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