Como agir em casos de distrição respiratória em cães e gatos | CachorroGato

Como agir em casos de distrição respiratória em cães e gatos

Saiba o que deve ser feito ao notar uma distrição respiratória em cães e gatos para salvar o animal

São muitos os sinais dados pelos cães e gatos de que algo não está bem, eum  deles é apresentado de maneira mais evidente na grande maioria dos casos: a distrição respiratória.

Caracterizada por uma alteração nos movimentos da respiração (que pode estar associada a causas fisiológicas, como excesso de exercícios; ou patológicas, comoas associadas a problemas para respirar), a distrição respiratória em cães e gatos ocorre quando o oxigênio necessário para que o organismotenhaa ventilação adequada ultrapassa a capacidade que eletem a oferecer; gerando, assim, uma respiração visívelmente anormal.

Distrição respiratória em cães e gatos

Ao notar que o seu cachorro ou felino apresenta tais sintomas, é necessário, portanto:

  • Evitar excessos de temperaturas (quentes ou frias) ou manipulações (tentar trocar posições), pois o cão ou gato tentará se alojar num local de para melhorar o seu conforto respiratório de alguma forma
  • Transporte o animal até o hospital veterinário mais próximo para realização do controle respiratório (ofertando oxigênio) e internação, até que se chegue num diagnóstico, evitando novas ocorrências ou complicações.

Podendo ser provocada em função de motivações fisiológicas, ambientais ou patológicas, a distrição respiratória em cachorros e gatos destaca causas que incluem:

Causas fisiológicas

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  • Medo
  • Hipertermia
  • Dor
  • Ansiedade

Causas ambientais

  • Inalação de gás tóxico
  • Altitudes muito elevadas que provoquem falta de oxigênio
  • Inalação de fumaça toxica

Causas patológicas

  • Edema pulmonar
  • Pneumonia
  • Doenças e neoplasias cardíacas
  • Traumatismos e neoplasias abdominais e/ou torácicos
  • Processos alérgicos
  • Ruptura de traqueia
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica
  • Anemias graves
  • Alterações abdominais (ascite, gestação, dilatação/torção gástrica, organomegalia)
  • Bronquite alérgica ou infecciosa
  • Colapso ou estenose de traqueia
  • Obstruções devido neoplasia, corpo estranho, inflamação ou trauma
  • Hemorragias e lesões pulmonares
  • Alteração do metabolismo como na deficiência de potássio em gatos, cetoacidose diabética e acidemia
  • Alterações neurológicas como polimiopatias, polirradiculite, neoplasias, traumas medulares, entre outros.

O quadro pode acontecer, ainda, em função de situações acidentais, como nas intoxicações por ingestão ou inalação produtos agrícolas (organofosforados ou carbamatos, entre outros), produtos de limpeza e até plantas venenosas.

Essa instabilidade respiratória se mostra com uma aceleração ou diminuição de cada ciclo ventilatório, mostrando um esforço abdominal maior ou não.Em sua pior apresentação, uma distrição conhecida como ortopnéia representa uma emergência eminente, eo animal fica com pescoço estendido e os cotovelos encolhidos para facilitar a entrada de ar para os pulmões.

Distrição respiratória em cães e gatos

Vale lembrar que, caso esse paciente não seja atendido rapidamente, o quadro poderá evoluir para uma parada cardiorrespiratória a qualquer momento, aumentando consideravelmente os riscos de óbito do pet acometido pelo problema.

Tendo em mente que a distrição respiratóriaoferece risco a vida aos cães e gatos, fica fácil entender que, quanto mais tempo o animal permanecer nessa siatuação sem um atendimento adequado, mais sofrerá o seu organismo com a falta de oxigênio – aumentando tanto as chances de morte como a possibilidade de uma recuperação difícil e com sequelas.

É necessário, portanto, que a causa dessa anormalidade na respiração seja rapidamente encontrada e um diagnóstico concreto seja definido; sendo que, para este propósito, alguns exames que podem auxiliarbastante, como:

  • Radiografia torácica e/ou abdominal
  • Ultrassonografia abdominal
  • Tomagrafia
  • Ressonãncia Magnética
  • Broncoscopia
  • Lavado broncoalveolar
  • Biopsia pulmonar
  • Exame citológico de líquidos retirados (toracocentese, paracentese e/ou pericardiocentese)
  • Ecocardiograma
  • Exames Laboratoriais (hemograma, perfil bioquímico, cultura, sorologia, perfil hormonal, exame de urina)
  • Análise coproparasitológica para avaliar parasitoses pulmonares

Contudo,antes da realização de exames, é importante que seja feita a estabilização do quadro respiratório; pois, dependendo da gravidade do quadro, o estresse ou desconforto que o exame oferece somado ao estado do animal pode levar a uma fatalidade.

Em muitos casos, um tratamento com oxigêniose faz necessário, assim como o uso de medicações para auxiliar nadiminuição do excesso de líquidos ou, ainda, procedimentos como a toracocentese (que consiste em drenar o líquido do espaço pleural com intuito de dar conforto respiratório ao animal enquanto se é pesquisado a causa da coleção de líquidos).

 



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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV-SP 25380) formada pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista (FESB). Especialização em Emergências e Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA). Prêmio internacional em concurso de Bem-Estar Animal pela World Society for the Protection of Animals (WSPA). Responsável e membro da equipe de médicos veterinários intensivistas do Intensive Home Care, atuando nas áreas de emergência e terapia intensiva, na região de São Paulo.

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