Desidratação em cães e gatos pode ser tratada com fluidoterapia | CachorroGato

Desidratação em cães e gatos pode ser tratada com fluidoterapia

Saiba quais são as principais causas da desidratação em cães e gatos e de que maneira esse problema pode afetar a saúde do seu pet

Podendo provocar conseqüências graves na saúde dos animais, a desidratação em cães e gatos é um problema que requer grande atenção e muitos cuidados – já que, em muitos casos, o desenvolvimento deste quadro pode chegar a causar o óbito do pet. Tanto em cachorros como em gatos, os sintomas e as causas da desidratação são bastante similares, e devem ser tratados de maneira imediata para garantir a vida e a saúde do animal.

Embora a desidratação em cães e gatos seja uma situação séria e que exige a tomada de medidas de forma rápida, não é nada indicado que os donos de pets com os sintomas deste problema tentem resolvê-lo por conta própria, já que isso pode desencadear ainda mais complicações – principalmente por que, o entendimento que as pessoas têm deste quadro pode levar a interpretações totalmente equivocadas em relação à maneira de tratá-lo.

Levando em conta que a desidratação consiste na falta de hidratação no corpo do animal, muitos proprietários podem acreditar que a administração de líquidos em excesso pode curar o problema. No entanto, o quadro de desidratação em pets também pode provocar a entrada de líquidos no corpo do animal de maneira errada – causando problemas muito mais graves quando o dono do pet tenta tratar o seu bichinho de estimação por conta própria.

A fluidoterapia (que consiste em um processo bastante similar ao adotado para acabar com a desidratação em humanos, onde é feita a administração de soro de forma intravenosa, subcutânea ou intra-óssea, dependendo do caso e do grau de desenvolvimento do problema no pet em questão) é tida como o tratamento mais indicado para essa complicação, e deve ser feito por médicos veterinários; já que, somente um profissional terá a capacidade de avaliar o estado do animal e indicar a melhor forma de realizar o procedimento de maneira segura e eficiente.

Confira, a seguir, de que forma identificar os principais sintomas da desidratação em cachorros e gatos, como prevenir seu pet desse problema e como é feito o seu tratamento – para que o seu bichinho de estimação se mantenha afastado dessa complicação e, caso ela se manifeste, você saiba que medidas tomar para solucionar o problema.

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Principais causas da desidratação em cães e gatos

Embora quadros de febre, exposição prolongada ao sol e a ingestão de líquidos insuficientes façam parte do grupo de causas para a desidratação em animais, são o vômito e a diarreia os principais responsáveis pelo surgimento deste problema perigoso – e os que mais levam os pets aos pronto-atendimentos veterinários.

Consistindo na perda excessiva de líquidos, a desidratação pode se tornar grave de maneira veloz em um animal que vomita constantemente; já que, expulsando o líquido presente em seu corpo - por meio da saída de líquidos incolores e espumados (que podem, ou não, adquirir cor amarelada em função do refluxo de bílis) - a situação torna o animal fraco e apático.

Tendo em vista que problemas das mais variadas causas (como gastrites e infecções alimentares) podem desencadear os vômitos nestes animais, fica claro que; além de buscar um profissional para diagnosticar e tratar a patologia que gera esse tipo de sintoma, os donos de pets também devem visitar os médicos veterinários para cuidar de possíveis quadros de desidratação – que nem sempre são muito evidentes de início.

Assim como o vômito, a diarreia também pode aparecer os cães e gatos em função de diversos motivos (incluindo a infecção por bactérias, vermes, viroses, ingestão de alimentos estragados ou inapropriados e até por problemas psicológicos, como o estresse), fazendo com que o animal perca uma grande quantidade de líquidos por meio de fezes pastosas ou líquidas.

Embora, em ambos os casos, esse tipo de sintoma possa até contribuir para a melhora do animal (já que, em muitos casos, é justamente por meio do vômito ou da diarreia que o pet expulsa o agente causador da doença de seu corpo), não é recomendado que se aguarde para saber o resultado, pois, se a desidratação for grave, pode não haver tempo suficiente para avaliar a situação antes que seja tarde demais.

A exposição prolongada dos animais ao sol quente também é um fator que pode gerar a desidratação; já que essa exposição combinada às atividades que os animais exercem no calor causa a perda de líquidos de forma rápida e, se o animal não se mantém hidratado de maneira constante, o quadro pode se instalar no pet de maneira rápida.

Além dos problemas já apresentados, as doenças renais, a febre e a diabetes também são fatores importantes para o desenvolvimento da desidratação, e os animais que contam com esse tipo de fator de risco devem ser observados por seus proprietários de maneira ainda mais próxima e frequente para evitar complicações.

Para prevenir que os pets caninos ou felinos passem por esse tipo de situação, o mais indicado é que os donos tomem o cuidado de não expor os bichinhos de estimação aos principais agentes causadores dos sintomas que provocam a desidratação – mantendo-os afastados do sol quente, de alimentos estragados ou impróprios, de animais doentes, mudanças bruscas de alimentação ou ambiente e de locais de pouca higiene ou que possam contar com bactérias, vermes ou parasitas.

Como identificar a desidratação em pets

Há um grande grupo de sinais que podem indicar claramente a desidratação de cães e gatos e, embora os níveis de até 5% de desidratação no corpo do pet não possam ser notados com tanta facilidade, acima disso já se tornam mais evidentes. Confira, a seguir, os principais sintomas desse problema em cães e gatos:

  • Gengivas e língua seca

  • Olhos secos ou saltados

  • Apatia

  • Perda de peso

  • Perda de apetite

  • Respiração ofegante

  • Batimentos cardíacos acelerados

  • Falta de elasticidade da pele

A falta de umidade nas cavidades orais e oculares dos animais costuma oferecer bons indicativos da desidratação; no entanto, a elasticidade da pele é o aspecto mais utilizado nos dias de hoje para definir a presença do problema em um pet. Para saber se a complicação existe no seu bichinho de estimação, basta puxar a pele do animal e observar o tempo que ela leva para voltar à sua posição original - sendo que o certo é que o retorno à posição seja imediato; caso contrário, a desidratação existe.

Outro teste bastante comum para identificar o problema pode ser feito na gengiva do animal. Pressionando parte da região de maneira delicada, a área ficará com a coloração esbranquiçada e; neste momento, é preciso observar o tempo que ela leva para recuperar sua coloração vermelha natural.

Quanto maior for o tempo de retorno da gengiva ou da pele ao seu estado normal, maior será o nível de desidratação do animal e; portanto, maior é a necessidade de levá-lo imediatamente para uma clínica veterinária – já que, casos muito avançados desse quadro podem causar a morte do animal de forma bastante rápida.

Tratamento da desidratação por fluidoterapia

Conforme citado na introdução do artigo, a fluidoterapia é a forma de tratar a desidratação em cães, podendo ser feita de forma oral, intravenosa, subcutânea ou intra-óssea; sendo que essa maneira de promover a hidratação do bicho de estimação será definida de acordo com as particularidades de cada caso, a índole ou agressividade de cada animal e, principalmente, de acordo com o nível de desenvolvimento do problema.

Adotada em casos mais simples, a fluidoterapia oral é a hidratação do animal pela ingestão de líquidos, e deve ser feita de maneira lenta e constante, evitando complicações em função da gestão rápida e exagerada de líquidos (que pode acabar causando problemas).

A fluidoterapia intravenosa é feita por meio da aplicação de soro diretamente na corrente sanguínea do animal. No entanto, levando em conta o fato de que muitos pets não são calmos a ponto de conseguir permanecer tranqüilos durante esse processo, não é incomum que seja adotada a fluidoterapia subcutânea no lugar da intravenosa – permitindo que uma carga maior de soro seja administrada ao animal de uma vez, sendo absorvida aos poucos.

Essa técnica também é muito usada nos casos em que o profissional encontra dificuldades em encontrar as veias do animal para administração das substâncias – sendo que, tanto nestes casos como nos em que o animal se encontra absolutamente debilitado, a fluidoterapia intra-óssea (que consiste na aplicação do soro diretamente nos ossos do animal) pode ser tida como uma boa opção.

 

 

 



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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas há 6 anos. Dr. Tubaldini é o Diretor de Conteúdo do portal CachorroGato e gestor da equipe de veterinários responsáveis pela ferramenta Dr. Responde.

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