Coprofagia: meu cachorro come cocô! | CachorroGato

Coprofagia - meu cachorro come cocô

Entenda o que é a "coprofagia": meu cachorro come cocô

Se você anda se perguntando "Meu cachorro come cocô, o que devo fazer?", saiba que este ato é muito comum. O fato do cachorro comer cocô, principalmente quando ainda filhote, é uma alteração animal que existe várias teorias do seu motivo, mas a questão ainda vai muito do protocolo de cada veterinário.

Para a coprofagia (nome correto do ato do cachorro comer cocô), existem vários fatores que podem causá-lo, como fatores enzimáticos, enzimas pancreáticas, pancreatite crônica etc., mas na maioria das vezes são fatores comportamentais, para chamar atenção do dono ou inclusive ansiedade.

A superalimentação também pode causar a coprofagia em cães. O animal recebe alimentação em grande quantidade uma vez ao dia, o que causa sua má digestão e logo quando estiver com fome fará o cachorro comer cocô.

Cropofagia - Meu cachorro come cocô

Um erro comum é a punição excessiva quando o animal defeca em um local inapropriado. O dono briga com o cão, que então come o coco para evitar uma nova represaria.

Na maioria das vezes que o seu cachorro come fezes está ligado ao comportamento do animal, seja para chamar a atenção do dono ou um costume antigo. O cachorro pode comer cocô até para “ajudar”, por exemplo, quando ele defeca, imediatamente o dono retira as fezes, isso o faz pensar que as fezes não devem ficar ali, então após defecar ele come o coco.

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A grande dica para o treinamento do seu cachorro a parar de comer seu próprio cocô é ensinando o "não", ou seja, o estímulo negativo toda vez que ele for no ato, brigando ou assustando o cão.

Uma vez estabelecido que comer coco é errado, não se deve retirar as fezes na frente do animal. Quando o animal defecar, não retire as fezes imediatamente, apenas observe. Caso ele tente comer o coco novamente, faça o estímulo negativo e retire o animal do recinto quando realizar a limpeza.

Conheça, a seguir, os principais motivos que influenciam a coprofagia, saiba que tipo de problemas esse hábito pode trazer para o seu pet e como agir para evitar que ele continue com o comportamento:

coprofagia-como-prevenir

As causas da coprofagia

Conforme explicado anteriormente, a coprofagia pode tanto ter motivações comportamentais como metabólicas, e identificar a origem do problema é uma das primeiras providências a se tomar para poder excluir esse hábito da vida de um pet. Como sempre ressaltamos, a visita a um médico veterinário, neste momento, é fundamental – já que, somente um profissional poderá distinguir com clareza as causas desse comportamento e indicar o tratamento mais adequado.

Embora, na maioria dos casos de coprofagia, o cachorro coma as suas próprias fezes; há muitas ocasiões em que o cocô ingerido é de origens diferentes, e os cachorros podem comer tanto as fezes próprias como as de seus filhotes, de outros animais (como gatos ou outros cães) e até de seres humanos.

Mesmo sendo bastante difícil a identificação da origem do problema, testes e exames mais profundos podem apontar uma motivação mais concreta se o caso for desencadeado por uma deficiência nutricional – no entanto, a maioria das ocorrências desse hábito tem uma fundamentação comportamental, tornando as causas indeterminadas e até mais complicadas de resolver.

Abaixo, você conhece algumas das principais situações que podem influenciar no aparecimento da coprofagia em cães:

  • Fome: tendo em vista que as fezes não são repugnantes para os cães, eles podem acabar comendo-as pelo simples fato de estarem fome e não terem alimentos apropriados disponíveis.
  • Deficiência nutricional: a carência nutritiva no cachorro pode fazer com que ele busque nutrientes nas fezes de outras espécies, que podem ser consideradas pelo animal, até mesmo, como um petisco.
  • Deficiência de enzimas digestivas e pancreáticas: nestes casos, o fornecimento adequado das enzimas que faltam ao animal já podem resolver o problema.
  • Má digestão: a ingestão exagerada de alimentos pode fazer com que não sejam digeridos de maneira correta. Com isso, o cocô cheio de alimentos pode se tornar atarente para um cachorro com fome.
  • Vermes: a presença de vermes pode levar o cão a uma deficiência nutricional, desencadeando a coprofagia.
  • Filhotes recém-nascidos: cadelas que acabaram de dar cria tendem a se alimentar das fezes de seus filhotes para manter o ninho limpo.
  • Tédio, ansiedade e estresse: esses tipos de sentimento podem contribuir para o aparecimento de uma série de comportamentos estranhos dos cães, incluindo a coprofagia. Cães que ficam presos ou sozinhos durante períodos muito longos tendem a desenvolver o problema com mais frequência.
  • Falta de atenção dos donos: o animal pode comer as próprias fezes para chamar a atenção do dono, já que, quando isso ocorre, ele se torna o centro das atenções para seu proprietário (mesmo que seja alvo de reprimendas).
  • Punição excessiva: quando o cachorro defeca no local errado e é muito punido por isso, pode acabar comendo seu próprio cocô para evitar novas broncas.
  • Distribuição errada de espaço para o animal: manter muito próximos os locais em que o cachorro dorme, se alimenta e faz suas necessidades pode levar a este tipo de comportamento, fazendo com que o animal coma suas fezes para manter o espaço mais limpo.

Problemas da coprofagia em cães

Os riscos da coprofagia em cães que se alimentam das próprias fezes não são tão grandes quanto os dos pets que ingerem os excrementos de outros animais – já que, ao comer o cocô de outros cachorros ou gatos, o bicho corre o risco de ser contaminado por bactérias, parasitas, vermes, zoonoses e uma série de outros problemas que podem ser encontrados nas fezes de tais animais, prejudicando a sua própria saúde e até mesmo a de seus donos (ou outros animais com que tenha um contato mais direto).

Embora as consequências deste hábito possam ser simples e fáceis de tratar – como uma diarreia - também há casos em que a ingestão de fezes de outros animais pode provocar o surgimento de doenças perigosas e até fatais. Portanto, buscar uma solução para o problema deve ser algo no foco de atenção de todo dono de pet com coprofagia.

Como evitar a coprofagia

Consultar um médico veterinário é a primeira medida que deve ser tomada ao notar esse comportamento no seu pet, para que um diagnóstico preciso possa ser feito e o tratamento mais adequado seja indicado. Caso a origem do problema seja alguma doença ou deficiência nutricional, a exclusão do problema e a adoção de uma dieta mais completa já podem ser o suficiente para acabar com o hábito; no entanto, motivações comportamentais exigem mais cuidados.

coprofagia-como-evitar

Confira, abaixo, algumas dicas valiosas para controlar o hábito do seu pet canino de comer cocô:

  • Evite deixar que sujeira e as necessidades do cão se acumulem nos ambientes em que ele circula
  • Evite brigar demais com o cão quando ele urina ou defeca em locais errados, e busque técnicas de adestramento para impedir que isso aconteça, ao invés de ser agressivo com o animal
  •  Mantenha o animal na coleira enquanto ele faz suas necessidades, e o distraia quando terminar para que não busque as próprias fezes
  • Alimente seu pet com uma dieta balanceada e três refeições diárias, impedindo a carência de nutrientes e a má digestão
  • Leve seu pet ao veterinário com frequência para a realização de check-ups de rotina
  • Mostre ao cão que aquele hábito é errado, chamando sua atenção com um alto e sonoro “não” toda vez que ele repetir o comportamento

Crie uma rotina de distrações para o animal sempre que ele fizer suas necessidades; oferecendo petiscos, brinquedos e carinhos para desviar sua atenção das fezes.

 



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Categorias:
Comportamento dos Cães, Saúde do Cachorro
Tags:
cachorro, cães, cão, cocô, comer, coprofagia, entender, fazer, treinamento

ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV- SP 20.567) formada pela Universidade Estadual de Londrina - PR com Especialização em Radiodiagnóstico pelo Instituto Veterinário de Imagem (IVI). Responsável pelo setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h atuando nas áreas de radiologia, ultrassonografia e ressonância magnética. Dra. Madi é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.

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