Cachorro Triste – Como tratar a tristeza do meu cachorro? | CachorroGato

Cachorro Triste – Como tratar a tristeza do meu cachorro?

Conheça as principais causas que deixam o cachorro triste e confira dicas para evitar que isso aconteça

Saber entender os sinais do pet é um dos deveres do dono, pois como eles não falam do mesmo modo que as pessoas, com uma “linguagem de palavras”, eles passam seus sentimentos de outras maneiras. Quando ele está com as orelhas para trás e a cauda abanando, isto significa que ele está feliz. Porém, ao percebê-lo abatido, sem interesses naquilo que ele costuma gostar de fazer, mantendo-se muito tempo deitado e até isolado, é um estado de alerta! Você está vendo um cachorro triste.

O cachorro triste deve ser analisado com cuidado, porque isso pode ir desde manha, quando ele é mimado e não teve algo que queria, fazendo isso como uma punição e chantagem, até por um motivo mais sério, como depressão, dores fortes ou fatores que estão abalando o seu dia a dia. E, então, é preciso urgentemente levá-lo ao veterinário para avaliar as origens e começar imediatamente o tratamento.

 

Cachorro triste pode ser depressão!

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Não é a toa que nos dias de hoje muitos falam que os animais se parecem demais com as pessoas. E é verdade também que eles tem depressão, o que não é frescura, como alguns consideram em ambos os casos. Ela é uma doença que pode se agravar muito e, se não cuidada, ter grandes consequências.

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Quando deprimido, o peludo fica intolerante (principalmente se alguém tocá-lo), isolado, perde a vontade de comer, torna-se indiferente com tudo que acontece ao seu redor e a tristeza em seu olhar é profunda. Desta maneira, os cães tristes ficam com todos esses “sintomas” como um pedido de socorro, que somente quem convive com eles e sabe o que houve poderá ajudar no diagnóstico.

As principais causas da depressão canina são a perda de uma pessoa querida, em que ele habituou-se a viver com ela e teve este laço quebrado (e demora a superar), a mudança de local, sobretudo se for de um espaço maior para um menor ou quando ele foi adotado há pouco tempo e está com dificuldades na adaptação, além da alteração na sua rotina. Por exemplo: se todos os dias às 19 horas ele saía para passear e agora não vai mais, porque seu dono voltou a estudar, ele ficará frustrado e poderá deprimir-se.

A falta de liberdade também deixa o cachorro triste, principalmente se antes ele ficava solto e por algum motivo agora tem de ficar preso ou trancado a maior parte do dia. E isso também pode ocasionar o estresse, outro vilão que não só aparece quando eles passam por um longo período de tratamento por alguma patologia, mas também a todos os motivos já descritos aqui sobre os cães e as causas da depressão.

 

Síndrome de Ansiedade da Separação: a certeza de um cachorro triste!

A verdade é que o cão ama demais o seu dono. E a sua lealdade é que o faz esperar quantas horas forem necessárias pela sua chegada, desde que esta rotina seja certa e contínua. Entretanto, quando há modificações, o pet as sente bruscamente, afinal, ele não tem como entender que a pessoa foi promovida e chegará mais tarde porque terá reuniões a mais ou que fará um curso, academia e outras atividades durante a noite. E é neste “buraco” que aparece a S.A.S, Síndrome de Ansiedade da Separação.

Verificar se ele está sofrendo deste mal não é uma tarefa difícil, pois ele fica um cachorro triste, mas também tem atitudes que demonstram este indício: destrói os objetos da casa, principalmente aqueles que o seu dono mais gosta (para chamar a atenção e também como uma maneira de “castigá-lo”), faz as suas necessidades fisiológicas por todos os lugares da casa (atitude que antes não tinha), além de latir muito.

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Vale lembrar que é a qualidade de vida do seu cão que está em jogo, portanto, mais do que ficar dias e dias averiguando se ele está ou não com a S.A.S, deixando com que ele passe por tempos de sofrimento, procure ajuda especializada, que fará com que haja principalmente a diminuição do apego entre o cão pelo seu dono, também dando ideias de como não deixá-lo sozinho por períodos extensos e para que o pet fique em áreas amplas, tendo espaço para se entreter, gastar energia e não ficar ansioso.

 

Estar sozinho é sinônimo de ficar um cachorro triste

É claro que nenhum peludo ficará grudado às pessoas da casa o dia todo, afinal, cada um tem os seus afazeres, as suas vidas normais, mas ele, como se sente e é tratado como um membro da família, não entende isto. Então, quando a casa está vazia, ele se torna um cachorro triste.

Por conta disto, você deve fazer com que ele se acostume com este cotidiano. Ou seja, ao sair, não diga nada, como “Tchau, eu já volto”, simplesmente feche a porta, para que ele entenda que aquilo é natural. Caso ache necessário, deixe alguma roupa ou pertence seu junto a ele, além dos brinquedinhos que ele tem o hábito de se divertir, para que ele tenha objetos para “driblar” os momentos de solidão.

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E ao retornar, por mais que a vontade seja muito grande, não faça bastante festa e nem tente recompensá-lo com beijos, abraços, apertões e todo tipo de carinho, porque assim ele irá achar que este seu retorno juntamente à comemoração fazia com que ele estivesse em um período de perigo e não soubesse. A “bagunça” da volta para a casa também deve ser evitada porque o cachorro fica triste durante esta espera todos os dias, causando um estresse desnecessário.

 

As alterações emocionais que deixam o cachorro triste

Há outras diversas causas que fazem com que o pet fique amuado. A chegada de um bebê ou de outro animal de estimação pode fazer com que ele sinta medo de não ser mais o centro das atenções. Neste caso, mostrar as roupinhas e os sapatinhos da criança, a barriga da mãe ou dar atenção ao novo bichinho sempre junto ao “dono do pedaço” são maneiras de demonstrar que ele não será deixado de lado, que estes novos membros estão somente aumentando a família.

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Ser antissocial também pode fazer com que ele se torne um cachorro triste, pois qualquer mudança de ambiente pode parecer uma ameaça para ele. Já imaginou se um dia você precisar ir viajar e terá de deixá-lo em um hotel para cachorros? Ou se ao passear ele sentir medo de todos os outros peludos que encontrar? Ele irá cair em uma profunda crise de estresse, que pode ser evitada se ele for acostumado a lidar com todas as adversidades que irão surgir em sua vida. Para isso, assim que ele estiver com as vacinas em dia, já comece a levá-lo para passear e interagir com outros cães.

Quando há muito barulho e repentinamente você observa o seu cachorro triste, pode ser trauma, principalmente de rojões e fogos, que é muito comum em animais. Então, além de evitar gritos, batidas bruscas de portas e até mesmo brincadeiras barulhentas, em datas comemorativas de jogos de futebol coloque algodão nos ouvidos dele, para apaziguar o rumor.

Contudo, para saber se o estado dele já passou dos limites e você deve levá-lo ao especialista, observe estas alterações: taquicardia, diarreia, bocejos em excesso, respiração ofegante, vômito, agressividade, tremor, agitação, coceira, além de arrancar os pelos e morder as patas. 

 

Se ele está um cachorro triste, merece bastante carinho!

Você já parou para pensar quantas vezes na semana você brincou com o seu amigão? Foi com ele passear em algum parque, deu um banho caprichado, ficou com ele na cama fazendo cafuné, fez cócegas na barriga dele ou gastou alguns minutinhos do seu dia se divertindo junto a ele com aquele brinquedo que você comprou na última ida ao pet shop?

O cachorro triste mostra que não está tendo atenção suficiente e isso, muitas vezes, não é frescura. Eles precisam de amor, afeto, demonstrações de carinho, então, todos os que moram na casa devem lembrar-se disso, pois fará com que ele se sinta protegido e querido.

Procurar ajuda de um veterinário sempre que necessária é a melhor recomendação, mas manter a saúde do cão diariamente é uma obrigação de quem o escolhe como seu. Por conta disto, faça com que ele tenha uma ótima vivência em casa, sendo feliz e tendo um ambiente ameno. Com isto, as chances dele adoecer, principalmente por problemas comportamentais, serão bem menores. E ao seu lado você sempre terá um cachorro companheiro, fiel e feliz!



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Categorias:
Comportamento dos Cães, Saúde do Cachorro
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV- SP 20.567) formada pela Universidade Estadual de Londrina - PR com Especialização em Radiodiagnóstico pelo Instituto Veterinário de Imagem (IVI). Responsável pelo setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h atuando nas áreas de radiologia, ultrassonografia e ressonância magnética. Dra. Madi é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.

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