O que fazer quando tenho um cachorro perigoso? | CachorroGato

O que fazer quando tenho um cachorro perigoso?

Descubra o que torna um cachorro perigoso e confira dicas para amenizar este problema

Há muitos pets que, mesmo criados com amor, acabam se tornando um cachorro perigoso. E isto não é somente para as pessoas de fora, mas também para os seus donos e todos que moram na casa. Seja atacando ou também mordendo, ele acaba virando um problema, mesmo que todos tenham carinho por ele.

Para lidar com um cachorro perigoso o mais indicado é o adestramento, já que um profissional desta área saberá como fazer com que ele crie hábitos de respeito, obediência e fará todos os comandos ensinados, tendo, assim, uma vida mais sociável. Porém, há casos em que o grau não é tão intenso, por isso há soluções que ajudam a amenizar esta situação.

 

Quais as causas que deixam um cachorro perigoso?

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Assim como já foi dito, o animal tem seu temperamento e personalidade, mesmo que cada raça tenha um perfil. Como em toda regra há exceções, pode ser que um peludo nasça mais bravo por natureza, se comparado aos outros da linhagem e, então, cabe descobrir o que está fazendo com que ele tenha este tipo de comportamento.

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Uma causa comum que transforma o amigão em um cachorro perigoso é o poder de liderança, que pode ser dele com os outros pets ou até mesmo com os seus próprios donos. O instinto de dominar o ambiente faz com que ele tenha de tomar uma postura de líder, sendo assim, a agressividade é a sua saída para esta finalidade. Esta atitude também pode acontecer ao enxergar no outro bichinho uma presa. E quando se sente ameaçado pelos seus donos ou acha que eles estão em perigo, ataca quem é que seja independentemente da situação ser real ou por alguma brincadeira.

 

Como domar um cachorro perigoso

Não é uma tarefa rápida e nem fácil, mas com carinho e o jeito certo o peludo pode ficar menos hostil. Entretanto, o primeiro passo está em levá-lo ao veterinário, principalmente se ele mudou de temperamento de uma hora para outra ou se realmente ele vem acumulando dias nesta situação, pois uma das causas pode ser algum tipo de dor. E, sendo assim, somente ele saberá avaliar o que está ocorrendo e iniciará o tratamento específico.

Outro motivo do pet tornar-se um cachorro perigoso está no seu comportamento instintivo, o que requer auxílio de um especialista para adestrá-lo para outra conduta, além de em muitos casos haver a necessidade de complementar com remédios particulares para este problema, como antidepressivos ou serotonina. Mas lembre-se de que esta medicação só pode ser feita quando indicada por um profissional da área e nunca por conta própria ou em doses a mais do que as receitadas.

O dono também deve ter em mente que agressividade nunca é combatida com violência, portanto, o cão precisa ser tratado com amor. E a pessoa deve evitar situações que mostrem provocação ou até mesmo estressem o animal, como ficar ao lado dele enquanto toma água, come ou faz as suas necessidades, acordá-lo (especialmente de um jeito brusco), chegar perto dele enquanto estiver com o osso ou algum brinquedo e em hipótese alguma deixar com que crianças cheguem perto dele.

Um cachorro perigoso também pode ficar um pouco manso após a castração, o que acaba resolvendo muitos casos. Mais uma vez é válida a consulta com o veterinário para decidir por este procedimento e, principalmente se for macho, a recuperação é rápida. Se for uma cadela, a cirurgia é um pouco mais invasiva, similar a uma cesariana, mas se for para o bem dela, por que não?

Falando em fêmeas, muitas ficam agressivas quando dão cria e, pela natureza, querem proteger os seus filhotes. Procure ao máximo evitar proximidade desnecessária (como para ficar vendo os pequeninos e estressá-la à toa) e deixe que somente a pessoa em que ela mais confia tenha os contatos diários para colocar a alimentação e a água nos potes, além de fazer os possíveis curativos.

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Mais uma dica: nunca leve um cachorro perigoso para passear sem focinheira. Além de prevenir acidentes, você está respeitando ao próximo e também a integridade do seu pet.

 

E se eu encontrar um cachorro perigoso?

Ao caminharmos pela rua, parques, praças ou qualquer local, estamos sujeitos a nos depararmos com um animal assim. Logo, evitar algumas atitudes é essencial, como encará-lo. Se fizer isto, ele entenderá como uma ameaça ou desafio e poderá atacá-lo. Tenha em mente que ele tem como impulso defender o seu território, por isso, se você estiver nele e ainda tentar persuadi-lo com o “olho no olho”, ele irá se encontrar numa posição de acuado e não hesitará em se proteger.

Então, ao cruzar com um suposto cachorro perigoso, passe reto e nem olhe para trás. Mantenha-se calmo, não demonstre medo e nunca subestime uma raça ou tenha receio de outra, pois um Pit Bull pode ser mais dócil do que um Pinscher, dependendo da forma como ele é educado.

 

Quero transformar o meu cachorro perigoso em manso!

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Para ter um cachorro mais dócil observe as suas características desde quando ele for filhote. Se perceber que ele tem comportamentos invasivos e o modo de disciplina aplicado em casa não for suficiente, já busque o adestramento, que quanto antes for iniciado e em fases da vida dele mais jovens, melhor o resultado e a agilidade no retorno dos novos moldes.

Outras formas de fazer com que seu cachorro perigoso fique mais calmo é tirá-lo de situações estressantes ou que ele passe nervoso. Ter um lar calmo, sem brigas ou desavenças entre os seus donos, que são “seus pais”, fazem com que ele tenha mais confiança em onde está, tendo maiores chances de balancear o seu comportamento.

Tratamento com florais, acupuntura, massoterapia e atividade física, principalmente corrida e natação, são ótimas alternativas para que ele contraponha seu instinto a um novo ritmo de vida, passando por momentos em que é tratado emocionalmente e fisicamente, alcançando um nível de equilíbrio ainda maior.

A acupuntura, por exemplo, demora de 15 a 20 minutos e pode ser iniciada com sessões semanais, que de forma indolor o especialista trabalhará os pontos certos para que o cão fique mais calmo, desestresse, perca a irritação e torne-se mais amigável. A quantidade de sessões será de acordo com a raça e o grau do desequilíbrio comportamental do cachorro perigoso, mas geralmente de 6 a 8 já mostram excelentes resultados.

Se a pessoa optar pela massoterapia, seu peludo passará por uma técnica que estimula relaxamento e diminuição da ansiedade, trabalhando os mesmos pontos que o procedimento acima. E vale ressaltar que ambos também são indicados de maneira terapêutica para doenças, como dores por fraturas, inflamações, entre muitas outras.

Mimar também é outro ponto a ser desviado. Se você sentir que a transformação do seu amigão em um cachorro perigoso foi o fato de ser mimado, reverta esta situação. Tente enxergá-lo como uma criança que faz pirraça ao não conseguir o que quer, mas brinque, passe momentos com ele, trate-o bem, leve-o sempre ao veterinário quando necessário, cuide da alimentação e água dele de forma balanceada, mas não confunda cuidados com exageros, pois caso algo na rotina da casa mudar, a dele também se modificará e ele pode ficar depressivo ou agressivo.

 

Dicas rápidas para seu cachorro perigoso ficar mais dócil

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Como todos sabem, o que um peludo mais precisa é de atenção e isso vale também para os mais bravos, pois estes, muitas vezes, estão deste jeito por sentimentos de rejeição, abandono ou solidão. E para que você tenha algumas soluções no seu dia a dia com o amigão, há algumas sugestões para estar com ele e ao mesmo tempo tirá-lo deste clima agressivo:

  • Ele foi adotado para fazer “parte da família”, correto? Então, não o deixe sozinho por muito tempo e, caso seja necessário, ele deve ficar em um lugar amplo, para poder correr e ficar em uma condição mais confortável. Abasteça suas tigelas de comida e água, além de deixar brinquedos, ossos e tudo específico para animais que o entretenha, para que ele não fique um cachorro perigoso por conta do sentimento de isolamento;
  • Ao chegar em casa, brinque com ele. Uma das melhores brincadeiras e que também gastará bastante energia (física e mental) é a de esconder petiscos e estimulá-lo a encontrá-los. Além de ter o contato com o dono, a pessoa que ele mais ama, esta atividade também produzirá serotonina durante esse momento de alegria;
  • Leve-o para passear (com focinheira) sempre, para que ele libere a tensão, acostume-se com outros animais e pessoas, além de ficar cansado. Isto tudo fará com que ele permaneça mais sereno;

Por fim, caso sentir que nada surtiu efeito, não hesite em procurar um serviço de adestramento. Em muitos casos um ou dois meses já bastam para transformá-lo de cachorro perigoso a um pet sociável e feliz.



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Categorias:
Comportamento dos Cães, Curiosidades sobre Cães, Saúde do Cachorro
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adestramento, bravos, cachorros, cães, comportamento, perigosos, personalidade, pets

ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24 horas há 6 anos. Dr. Tubaldini é o Diretor de Conteúdo do portal CachorroGato e gestor da equipe de veterinários responsáveis pela ferramenta Dr. Responde.

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