Briga entre pets: Como agir na hora de um trauma por mordedura | CachorroGato

Briga entre pets: Como agir na hora de um trauma por mordedura

Conheça os procedimentos corretos para lidar com uma briga entre pets e socorrer o animal com trauma por mordedura

Com o crescente número de animais domésticos vivendo sem matilhas e, consequentemente, sem a ideia de hierarquia; se tornam cada dia mais frequentes as disputas e brigasentre pets.  Justificadas pelos mais variados motivos (que, em alguns casos, podem ser bem similares aos dos humanos), as brigas de animais são desencadeadas por fatores como competição por território, comida, carinho, brinquedo e até pela ausência de empatia – fazendo com que os tutores de cães e gatos sejam sempre pegos de surpresa por esse tipo de conflito. 

Aprofundando um pouco a análise sobre as brigas entre pets, é possível dizer que nos desentendimentos entre cachorros e gatos de porte pequeno, as lesões provocadas por arranhadura e mordedura são, geralmente, menos severas (quando comparadas as feridas provocadas por animais de médio ou grande porte). 

Entretanto, uma série de regiões corporais do animal, ainda assim, podem ser prejudicadas por avulsões e lacerações; assim como por perfurações  de pele, músculos, olhos, narinas, boca e orelhas, entre outras regiões mais expostas. O problema diante das feridas provocadas por mordeduras entre animais de raças maiores, porém, é que; além das alterações encontradas em locais do corpo mais expostos, também podem ser encontrados lesões mais profundas de órgãos internos por exames ou exploração cirúrgica. 

Por isso vale lembrar que, quando as lesões provocadas são de característica penetrante grave, o trauma pode ser de nível mais complexo do que se pode enxergar. Isso ocorre, principalmente, devido ao fato de que alguns cachorros, durante a briga, podem morder provocando a perfuração e arquear o peso do seu corpo em sentido contrário ao do agredido – sacudindo a cabeça de um lado para o outro, ou ainda, para cima e para baixo. 

Esse tipo de movimento pode gerar uma ferida conhecida como “efeito iceberg”, pois, por fora, notamos apenas uma perfuração de pele - contudo, é um tipo de lesão que deve ser explorada cirurgicamente para que a sua extensão e o seu nível de comprometimento possam ser verdadeiramente avaliados; já que, internamente, é possível que ocorra conseqüências como separação de planos adjacentes e musculares, lacerações, esmagamentos e a ruptura de órgãos, além de fraturas e infecções ósseas. 

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As brigas entre cachorros e gatos podem, ainda, provocar sangramentos internos ou externos com características hemorrágicas graves - seja por lesão de órgão ou por danos vasculares (artérias e veias), exigindo a exploração da lesão por um profissional capacitado, que poderá tanto conter imediatamente as hemorragias como, ainda, reparar danos ósseos, de pele e/ou órgãos, realizar drenagens ou a colocação de drenos torácicos ou abdominais para uma melhor conforto respiratório do paciente. 

Além disso, somente um profissional poderá prescrever, de maneira correta, a administração de antibióticos, antiinflamatórios ou analgésicos para controle de dores, edemas, infecções ou inflamações. 

Assim como no caso de quase todos os problemas que podem acontecer com animais, o tempo é um fator importante quando o assunto abordado é prestação de socorro; e saber onde encontrar uma equipe qualificada para receber um paciente tão comprometido e com alto risco de óbito é outro fator fundamental para evitar a perda tempo, permitindo que o atendimento ao cão ou gato envolvido na briga possa ser iniciado imediatamente.

Para que a ocorrência de uma briga entre pets não seja uma sentença negativa para o seu animalzinho de estimação; confira, a seguir, os passos mais eficientes a seguir na ocorrência de um desentendimento entre animais: 

  • Caso a agressão esteja em andamento, é preciso tentar separar as partes envolvidas – atentando, sempre, para a própria segurança, além da do animal. É de suma importância que se consiga distanciar os animais de forma que se mantenham afastados após essa separação (seja por cômodos, coleiras e/ou guias) 
  • É bom lembrar que tentar jogar água (com intuito de assustar os envolvidos) para resolver a situação é um método que pode não funcionar, principalmente, em animais de médio e grande porte; 
  • É importante manter os animais separados e tentar descobrir a causa que originou as brigas e, caso esse tipo de ocorrência se torne recorrente, é essencial procurar a ajuda de um hospital veterinário para agendar uma avaliação com profissionais especializados em comportamento animal, e também para que as lesões resultantes do conflito sejam reconhecidas e tratadas da melhor forma possível.



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Saúde do Cachorro, Saúde do Gatos
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV-SP 25380) formada pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista (FESB). Especialização em Emergências e Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA). Prêmio internacional em concurso de Bem-Estar Animal pela World Society for the Protection of Animals (WSPA). Responsável e membro da equipe de médicos veterinários intensivistas do Intensive Home Care, atuando nas áreas de emergência e terapia intensiva, na região de São Paulo.

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