3 passos para seguir no caso de afogamento de cães e gatos | CachorroGato

3 passos para seguir no caso de afogamento de cães e gatos

Saiba como proceder em casos de afogamento de cães e gatos e o que pode ser feito para salvar a vida do pet

Com a interação entre os homens e os animais, fica cada vez mais difícil individualizar ou limitar o espaço de cada espécie dentro de uma casa, o que seria uma condição habitual na natureza. E exatamente pela proximidade excessiva, determinadas partes de uma casa podem se tornar verdadeiras zonas de risco para o afogamento de cães e gatos. 

Por isso, diante da existência de uma piscina em uma residência que tenha animais de estimação, existem cuidados que devem ser tomados para que sejam evitadas as famosas tragédias domésticas. Ao contrário dos humanos, que se costumam se afogar em locais como lagoas, piscinas naturais, rios e mares; há chances maiores de que ocorra o afogamento de cães e gatos em piscinas domiciliares, como consequência da distração e/ou da falta de prevenção deste tipo de acidente por parte dos donos do animal.

Ao sair de casa e deixar o animal sozinho, com uma piscina descoberta, sempre existirá o risco do afogamento - não só pelo fato de ele querer entrar para se refrescar ou brincar na água, mas também pela possibilidade de uma queda acidental do pet; seja correndo descontroladamente, tentando pegar um brinquedo ou até bebendo água, sem ter a menor noção do risco corrido.

Ocorrendo o afogamento de um animal de estimação, a vítima sofrerá com as conseqüências de uma insuficiência respiratória, sendo que o desfeche do quadro irá depender da quantidade de líquido que entrou em seus pulmões, de quanto tempo ele passou dentro da piscina e da temperatura da água.

A aspiração de poucos mililitros de água por quilo de peso enquanto submerso faz com que a oxigenação sanguínea do animal caia consideravelmente em poucos minutos e, por isso, é muito importante a questão relacionada ao tempo de socorro – pois, quanto mais rápido ele for realizado, maiores serão as chances de recuperação do pet.

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Não há medicações que possam ser oferecidas para uma boa recuperação domiciliar e, por isso, é fundamental saber que o tratamento desse paciente grave é exclusivamente hospitalar – sendo, portanto, contra indicado tentar oferecer qualquer tipo de medicação de uso humano ao animal prejudicado.

Devido ao aumento da ocorrência de acidentes domésticos com animais por afogamento, o mercado pet está se adaptando, e hoje já disponibiliza escadas e bóias especiais para que o problema seja evitado. Porém, a melhor solução ainda é a prevenção e, em função disso, ensinar o animal a nadar desde cedo e a não entrar sozinho na água são ações importantes - assim como não deixar que ele brinque ou tenha brinquedos próximos a região de risco, promover isolamento da área na ausência de pessoas responsáveis e sempre se lembrar de desligar o filtro da piscina em caso de uso; já que esse tipo de medida pode ajudar muito a evitar esse tipo de acidente em casa.

Dito isso, confira, a seguir, os três passos que devem ser seguidos no caso de afogamento de um cachorro ou gato:

  • Retirar a vítima de afogamento da água o mais rápido possível, avaliando se o seu resgate pode ser realizado com segurança - caso contrário, é necessário que se chame uma equipe de resgate

  • Ao segurar o cão ou gato que esteja desacordado, é preciso manter sua cabeça fora da água (protegendo narinas e boca) e, ao retirá-lo da água, deve-se manter o corpo em linha reta, para que lesões pulmonares mais graves e extensas não ocorram 
  • Cuidado com a temperatura baixa, pois, ela pode causar lesões cardiovasculares, metabólicas e neurológicas. Mantenha o animal aquecido com cobertor, panos ou toalhas durante o transporte para hospital veterinário mais próximo, para que possa ser feita uma avaliação de possibilidade de suporte, controle de temperatura e tratamento.



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Saúde do Cachorro
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ATENÇÃO: Esse conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta a um médico veterinário ou serviço especializado. Encontre um fornecedor próximo a sua casa.

Sobre o autor

Médica Veterinária (CRMV-SP 25380) formada pela Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista (FESB). Especialização em Emergências e Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA). Prêmio internacional em concurso de Bem-Estar Animal pela World Society for the Protection of Animals (WSPA). Responsável e membro da equipe de médicos veterinários intensivistas do Intensive Home Care, atuando nas áreas de emergência e terapia intensiva, na região de São Paulo.

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